ANÁLISE DA COBERTURA VACINAL PARA POLIOMIELITE NO NORDESTE NOS ANOS DE 2016 A 2021

Vol 2, 2022 - 156955
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Resumo

ANÁLISE DA COBERTURA VACINAL PARA POLIOMIELITE NO NORDESTE NOS ANOS DE 2016 A 2021. INTRODUÇÃO: A poliomielite, chamada também de paralisia infantil, é uma doença infectocontagiosa, causada pelo poliovírus da família Picornavírus. Transmitida por via fecal-oral, tem período de incubação em média de 7 a 12 dias, inicia com sintomas leves e pode evoluir para um quadro neurológico com síndrome meníngea ou plégica. Em 1953, o Rio de Janeiro enfrentou a maior epidemia registrada da pólio, evidenciando a importância do controle da doença. Assim, em julho de 1961, a vacina Sabin foi utilizada na vacinação em massa, através da Campanha Nacional de Vacinação Oral contra a Poliomielite no Brasil. Contudo, apenas em 1994, o Brasil recebeu a Certificação da Erradicação da Poliomielite. Embora não haja registros de casos no País, outros não compartilham da mesma realidade, como Nigéria, Paquistão e Afeganistão. Dessa forma, a manutenção da vacinação deve continuar sendo uma preocupação sanitária da nação. OBJETIVO: Comparar a cobertura vacinal para poliomielite no Nordeste nos anos de 2016 a 2021. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo transversal, descritivo, retrospectivo e quantitativo. Os dados foram obtidos, por meio da plataforma DATASUS, considerando a cobertura vacinal para poliomielite entre os anos de 2016 a 2021 no estado do Nordeste. Os resultados, agrupados em planilha do Microsoft Excel e expostos em gráficos e tabelas. RESULTADO: Em 2017, no Nordeste a cobertura vacinal da poliomielite atingiu o maior percentual 18,44%, de 6.746.577, total de doses aplicadas de 2016 até 2021. Ainda em 2017 o total de crianças que receberam a primeira dose (D1) do imunizante foi 4,78?78.031 e a dose de reforço (R1) 19.5?3.765.583. Entretanto, esse crescimento não se manteve, tanto que em 2021, o valor referente foi de 12,99% do total de doses. Neste ano D1 atingiu um pico de 19.5% e R1 caiu para 12.87%. CONCLUSÃO: Ao analisar os dados fornecidos pelo DATASUS, nota-se um padrão crescente da vacinação para pólio no Nordeste entre os anos de 2016 e 2018. Apesar disso, a partir de 2019, houve uma queda significativa da imunização na população alvo que se manteve até 2021, podendo ser consequência da pandemia. Com isso, apesar do Brasil ter eliminado a doença, esta ainda não está erradicada no mundo e há risco do vírus voltar a circular no país. Assim é necessário que o governo amplie as campanhas de imunização.

Instituições
  • 1 Centro Universitário UniFacid Wyden
  • 2 Centro Universitário UNINOVAFAPI
Eixo Temático
  • PEDIATRIA
Palavras-chave
POLIOMIELITE
VACINAÇÃO
NORDESTE