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Se você NUNCA registrou um DOI no seu Lattes, veja nosso tutorial!INTRODUÇÃO: A abordagem cirúrgica de patologias intestinais requer com frequência o uso de tratamento temporário, como exemplo as enterostomias (PICOT et al., 2016). Uma solução terapêutica particularmente estudada nos últimos anos é a reinfusão de quimo em enterostomia dupla, técnica que reduz o tempo de nutrição parenteral, possibilita restauração da absorção intestinal de maneira eficaz, além de reduzir o tempo de hospitalização (KITTSCHA, 2016; PFLUG et al., 2013). O caso adiante narra a aplicação da técnica abordada em um paciente oncológico após intervenção cirúrgica. APRESENTAÇÃO DO CASO: Paciente masculino de 61 anos com histórico de tabagismo, doença arterial periférica e aterosclerose foi submetido a uma colectomia em topografia de ângulo esplênico seguida de anastomose primária. Após sucessivas internações, o paciente retornou ao hospital em julho de 2020, apresentando vômitos e exteriorização de alça de delgado em colostomia, com obstrução à passagem de material fecal. A TC de abdome evidenciou volumosa coleção de líquido e gás que preenchia as regiões correspondentes ao mesogástrio, epigástrio, flancos e hipocôndrio esquerdo. Foi admitido no centro cirúrgico para realização de laparotomia exploradora, jejunostomia, enterectomia e ileostomia terminal esquerda. No terceiro dia de pós-operatório, iniciou-se a reinfusão de quimo com volume correspondente a 40 mL. Observou-se melhora do estado geral do paciente nos dias seguintes, com introdução de dieta líquida total no terceiro dia de pós-operatório e de dieta oral no sexto dia de pós-operatório, em associação com a reinfusão de quimo. Após evolução favorável, o paciente foi acompanhado e submetido no mês seguinte à cirurgia eletiva de reconstrução de trânsito intestinal, realizada com sucesso. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O caso apresentado ilustra os benefícios relacionados à reinfusão de quimo em pacientes com falência intestinal secundária à síndrome do intestino curto, sendo considerada uma técnica de nutrição enteral segura e eficaz. Nesse sentido, deve ser mais reconhecida no ambiente cirúrgico. Contudo, o amplo emprego dessa técnica nas referidas indicações requer a produção e distribuição de aparelhos automatizados que permitam sua reprodução com mínimos desconfortos.
ReferênciasÅKESSON, Oscar et al. Morbidity related to defunctioning loop ileostomy in low anterior resection. International Journal of Colorectal Disease, v. 27, n. 12, p. 1619–1623, 2012. BILLIAUWS, Lore; CORCOS, Olivier; JOLY, Francisca. What’s new in short bowel syndrome? Current Opinion in Clinical Nutrition and Metabolic Care, v. 21, n. 4, p. 313–318, 2018. BHAT, Sameer et al. Chyme Reinfusion for Small Bowel Double Enterostomies and Enteroatmospheric Fistulas in Adult Patients: A Systematic Review. Nutrition in Clinical Practice, v. 35, n. 2, p. 254–264, 2020. JAFARI, Mehraneh D. et al. Morbidity of diverting ileostomy for rectal cancer: Analysis of the American College of Surgeons National Surgical Quality Improvement Program. American Surgeon, v. 79, n. 10, p. 1034–1039, 2013. KITTSCHA, Julia. Restoring gut continuity : reinfusion of effluent via distal limb of a loop jejunostomy. World Council of Enterostomal Therapists Journal, v. 36, n. 4, p. 28–31, 2016. PFLUG, Adriano M. et al.
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