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INTRODUÇÃO: A morte materna é a morte de uma mulher durante a gestação ou até 42 dias após seu término, excluindo-se aquelas relacionadas a acidentes. As causas de morte materna podem ser divididas em obstétricas diretas, que são as relacionadas diretamente com complicações da gravidez, parto ou puerpério e as causas obstétricas indiretas, resultantes de doenças pré-existentes à gestação, ou que se desenvolveram durante esse período, não provocadas por causas obstétricas diretas, mas agravadas pelos efeitos fisiológicos da gestação. OBJETIVOS: Analisar o perfil epidemiológico dos casos de Mortalidade Materna direta e indireta por macrorregião no estado do Piauí nos anos de 2009-2019. MÉTODOS: Estudo epidemiológico, descritivo, quantitativo e retrospectivo dos casos de Mortalidade Materna com base nos dados da plataforma DATASUS, no período de janeiro de 2009 a dezembro de 2019. RESULTADOS: Foram notificados 446 óbitos maternos de causa especificada no estado do Piauí entre 2009-2019, sendo 316 (70,85%) de causa direta e 130 (29,15%), de causa indireta. De acordo com a macrorregião, subdivide-se em Semi-árido com 92 (20,62%) mortes, sendo 67 (72,82%) mortes de causas diretas e 25 (27,17%) mortes de indiretas; Meionorte, com 155 (34,75%) mortes, sendo 98 (63,22%) mortes de causas diretas e 57 (36,77%) mortes indiretas; no Litoral foram 95 (21,3%) mortes, sendo 71 (74,73%) mortes de causas diretas e 24 (25,26%) mortes indiretas e no Cerrado, 104 (23,31%) mortes, sendo 80 (76,92%) mortes de causas diretas e 24 (23,07%) mortes indiretas. A tríade de mortalidade materna direta foi encontrada em 48,71% dos casos de mortalidade direta, sendo 32,7% dos casos relacionados a síndromes hipertensivas, 9,17% a infecções puerperais e 7,27% à hemorragia pós-parto. Entre as 130 mortes de causa indireta, 103 (81,5%) foram relacionadas a outras doenças da mãe classificadas em outra parte, mas que complicam a gravidez, o parto e o puerpério. CONCLUSÃO: A maior frequência de causas diretas encontrada em nossa análise indica a maior necessidade em se estabelecer estratégias de prevenção e melhor assistência gravídica, com políticas de saúde pública adequadas, de qualidade, integral e interdisciplinar, durante todo o período do pré-natal, parto e puerpério.
ReferênciasALVES, Mercia Maria Rodrigues et al. Causas externas e mortalidade materna: proposta de classificação. Revista de Saúde Pública, v. 47, p. 283-291, 2013. DATASUS. Mortalidade Materna. Disponível em: https://datasus.saude.gov.br/mortalidade-desde-1996-pela-cid-10. Acesso em:11/setembro/2021. SILVA, Beatriz Lopes da; ALMEIDA, Myllka Gomes de. Mortalidade materna por causa direta: uma revisão integrativa. 2019. SILVA, Bruna Gonçalves Cordeiro da et al. Mortalidade materna no Brasil no período de 2001 a 2012: tendência temporal e diferenças regionais. Revista Brasileira de Epidemiologia, v. 19, p. 484-493, 2016.
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