EFEITO QUIMIOPROTETOR DO EXTRATO ETANÓLICO DAS FOLHAS DE JATROPHA MOLLISSIMA (POHL) BAILL

Vol 1, 2021 - 139500
Tema livre oral
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Resumo

INTRODUÇÃO: Jatropha mollissima, conhecida como pinhão bravo, é uma planta nativa da Caatinga com ação antibacteriana, anti-helmíntica e antioxidante. Porém, ainda não há estudos sobre o potencial antimutagênico das folhas. OBJETIVO: Avaliar o perfil fitoquímico e analisar o efeito protetor do extrato etanólico das folhas de J. mollissima (EEJM) em camundongos (Mus musculus) pelo teste de Micronúcleo (MN). MÉTODOS: O trabalho foi aprovado pela Comissão de Ética no Uso de Animais (CEUA- UESPI 0266/2019) com seis grupos (n=5). Folhas secas de J. mollissima foram adicionadas em etanol, depois filtrada e rotaevaporada. O EEJM foi solubilizado em dimetilsulfóxido (DMSO) a 1% para obter três doses (10, 100 e 1000 mg/Kg). O perfil fitoquímico do EEJM foi realizado pelo teste colorimétrico para detectar os metabólitos secundários. No controle negativo (CN) e solvente (CS), foi administrado solução de DMSO (1%) e água destilada, respectivamente, via gavagem. No controle positivo (CP), foi administrado, via intraperitoneal, ciclofosfamida (100 mg/kg). Nos tratamentos, o EEJM foi administrado aos animais nas 3 doses citadas, via gavagem, simultaneamente com a ciclofosfamida, via intraperitoneal. O sangue da cauda foi coletado após 24, 48 e 72h para confecção de duas lâminas por animal, as quais foram secas, fixadas em metanol, coradas com Giemsa e lavadas em água destilada. A quantidade de MN em cada animal foi determinada pela contagem de 2000 eritrócitos normocromáticos em microscópio óptico (1000x) e os dados foram analisados pelo teste não-paramétrico de Kruskal-Wallis (p<0,05), no programa BioEstat 5.3. A porcentagem de redução de danos (%RD) foi calculada para avaliar o efeito protetor. RESULTADOS: Os fitoquímicos encontrados no EEJM foram cumarinas, alcaloides, saponinas, flavonoides e taninos, sendo os dois últimos, os principais componentes com capacidade antioxidante, que inibe a formação de radicais livres. A quimioproteção foi observada em todos os tempos e doses do EEJM com redução significativa na quantidade de MN quando comparados com o CP. A %RD foi superior a 100% após 48 e 72h. O efeito quimioprotetor pode estar associado com atividade antioxidante dos fitoquímicos do EEJM, que neutralizam os radicais livres da ciclofosfamida. CONCLUSÃO: Os dados evidenciaram o efeito protetor do EEJM contra ação clastogênica da ciclofosfamida, o que mostra a importância desta espécie em estudos para modular ação prejudicial de agentes que provocam danos ao DNA.

Referências

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Instituições
  • 1 Universidade Estadual do Piauí
Eixo Temático
  • CIÊNCIAS BÁSICAS
Palavras-chave
Efeito protetor
Teste do micronúcleo
Pinhão Bravo
Planta medicinal