ANÁLISE CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICA DOS RECÉM-NASCIDOS COM GASTROSQUISE EM MATERNIDADE DE REFERENCIA NO PIAUÍ

Vol 1, 2021 - 139492
Tema livre oral
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Resumo

Introdução: A gastrosquise (GTQ) caracteriza-se por um defeito na formação da parede abdominal anterior, associado à extrusão de órgãos abdominais. Sua prevalência é de 0,5-7 por 10.000 recém-nascidos vivos. Devido aos grandes avanços, o diagnóstico ocorre ainda no pré-natal, a partir da 16ª semana pela USG gestacional. As taxas de mortalidade variam de 3 a 10? morbidade elevada no período neonatal está associada a fatores relacionados com a lenta adaptação intestinal pós-cirúrgica, como o uso de nutrição parenteral prolongada e cateteres venosos centrais por tempo prolongado, infecções e agressão renal. A complexidade dessa malformação e sua associação à outras complicações que necessitam de manejo cirúrgico tornam o quadro de síndrome do intestino curto desafiador, prolongando o tempo de internação hospitalar e promovendo um somatório de comorbidades. Objetivos: Avaliar o perfil clínico-epidemiológico de neonatos diagnosticados com gastrosquise em maternidade de referencia no Piaui, para descrever as morbidades relacionadas ao manejo clínico pós-natal. Métodos: Foram avaliados restrospectivamente, os neonatos com diagnóstico de GTQ entre os anos de 2019 e 2020. O estudo foi previamente aprovado pelo comitê de ética do Uninovafapi, parecer n. 4.244.574. Resultados: Foram analisados 9 casos de GTQ, com uma média de idade materna de 21,7 anos das quais 3 não realizaram consultas de pre-natal,2 realizaram menos de 5 consultas e 4 realizaram mais de 5 consultas. Dentre elas, 22,2% fizeram uso de alcool e/ou drogas durante a gravidez. A média de idade gestacional foi de 35 semanas e 6 dias, e peso 2302,7g. A evolução dos neonatos teve um tempo médio de 52 dias, apresentando altas taxas de mortalidade (66,6%), muito maiores que a literatura, devido à elevada complexidade dos casos, associado à complicações que pioraram o prognóstico dos pacientes (sepse 88,8%), além de multiplas reabordagens cirúrgicas (88,9% com 2 ou mais abordagens). Nos casos de GTQ isolada, o prognóstico foi melhor quando comparado aos casos associados à outras comorbidades (íleo meconial 22,2%, má rotação intestinal 33,3%). Conclusão: A GTQ é uma doença de detecção precoce, possibilitando a programação do atendimento ideal em centros terciários, favorecendo a redução da mortalidade neonatal e a melhora os resultados a média e longo prazo. As taxas de mortalidade são elevadas, devido à complexidade dos casos abordados na maternidade de referencia, além da baixa adesão ao pré-natal.

Referências

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Instituições
  • 1 UNINOVAFAPI
Eixo Temático
  • CIRURGIA
Palavras-chave
CIRURGIA
PEDIATRIA
GASTROSQUISE