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Se você NUNCA registrou um DOI no seu Lattes, veja nosso tutorial!Introdução: A gastrosquise (GTQ) caracteriza-se por um defeito na formação da parede abdominal anterior, associado à extrusão de órgãos abdominais. Sua prevalência é de 0,5-7 por 10.000 recém-nascidos vivos. Devido aos grandes avanços, o diagnóstico ocorre ainda no pré-natal, a partir da 16ª semana pela USG gestacional. As taxas de mortalidade variam de 3 a 10? morbidade elevada no período neonatal está associada a fatores relacionados com a lenta adaptação intestinal pós-cirúrgica, como o uso de nutrição parenteral prolongada e cateteres venosos centrais por tempo prolongado, infecções e agressão renal. A complexidade dessa malformação e sua associação à outras complicações que necessitam de manejo cirúrgico tornam o quadro de síndrome do intestino curto desafiador, prolongando o tempo de internação hospitalar e promovendo um somatório de comorbidades. Objetivos: Avaliar o perfil clínico-epidemiológico de neonatos diagnosticados com gastrosquise em maternidade de referencia no Piaui, para descrever as morbidades relacionadas ao manejo clínico pós-natal. Métodos: Foram avaliados restrospectivamente, os neonatos com diagnóstico de GTQ entre os anos de 2019 e 2020. O estudo foi previamente aprovado pelo comitê de ética do Uninovafapi, parecer n. 4.244.574. Resultados: Foram analisados 9 casos de GTQ, com uma média de idade materna de 21,7 anos das quais 3 não realizaram consultas de pre-natal,2 realizaram menos de 5 consultas e 4 realizaram mais de 5 consultas. Dentre elas, 22,2% fizeram uso de alcool e/ou drogas durante a gravidez. A média de idade gestacional foi de 35 semanas e 6 dias, e peso 2302,7g. A evolução dos neonatos teve um tempo médio de 52 dias, apresentando altas taxas de mortalidade (66,6%), muito maiores que a literatura, devido à elevada complexidade dos casos, associado à complicações que pioraram o prognóstico dos pacientes (sepse 88,8%), além de multiplas reabordagens cirúrgicas (88,9% com 2 ou mais abordagens). Nos casos de GTQ isolada, o prognóstico foi melhor quando comparado aos casos associados à outras comorbidades (íleo meconial 22,2%, má rotação intestinal 33,3%). Conclusão: A GTQ é uma doença de detecção precoce, possibilitando a programação do atendimento ideal em centros terciários, favorecendo a redução da mortalidade neonatal e a melhora os resultados a média e longo prazo. As taxas de mortalidade são elevadas, devido à complexidade dos casos abordados na maternidade de referencia, além da baixa adesão ao pré-natal.
ReferênciasAMORIM, Melania Maria Ramos de, et al. Gastroschisis: Prenatal Diagnosis x Neonatal Outcome. Rev. Bras. Ginecol. Obstet. 22 (4), Maio 2000. PEREZ DAJARUCH., María de los Ángeles; FERRER MONTOYA., Rafael y MONTERO AGUILERA., Alexis. Gastrosquise. Relatando um caso. Multimed [online]. 2020, vol.24, n.3, pp.667-679. Epub 25-Mayo-2020. ISSN 1028-4818. REDONDO, Ana Carolina , et al. Caracterização da evolução clínica dos recém-nascidos com gastrosquise em uma unidade de terapia intensiva neonatal de referência da américa latina. J. Hum. Growth Dev. vol.26 no.2 São Paulo 2016 PATRONI, Liliana, et al. Gastroschisis: Prenatal Evaluation of Prognostic Factors for Postnatal Outcome. Rev. Bras. Ginecol. Obstet. 22 (7). Ago 2000 BARREIROS, Camilla Ferreira Catarino. ANÁLISE DOS CASOS DE GASTROSQUISE NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Fundação Oswaldo Cruz, Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira. Maio 2019
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