A PTIRÍASE VERSICOLOR RECIDIVANTE COMO SINAL DE RESISTÊNCIA PERIFÉRICA À INSULINA: RELATO DE CASO EM PACIENTE JOVEM.

Vol 1, 2021 - 139427
Relato de caso
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Resumo

INTRODUÇÃO:A Ptiríase Versicolor (PV) é uma infecção fúngica superficial causada pela Malassezia Furfur, organismo lipofílico que em condições ideais coloniza-se no estrato córneo da pele, desenvolvendo um distúrbio de pigmentação com lesões que variam o espectro de coloração. A manifestação da PV ocorre devido aos estímulos exógenos e endógenos. Dentre os fatores exógenos destaca-se principalmente o calor e a umidade. Já dentre os fatores endógenos destaca-se a história familiar positiva para PV e o estado de deficiência imunológica causada por diversas outras patologias. O diagnóstico em sua maioria é clínico.RELATO DE CASO:F.C.S.F, 15 anos, estudante, procurou ambulatório com queixa de múltiplas manchas por todo corpo há 3 anos. O exame dermatológico evidenciou múltiplas manchas hipocrômicas por todo tronco, face e região cervical, o Sinal de Zireli foi positivo e a luz de Wood com fluorescência amarelada no local das lesões. Na complementação da história paciente relatou diagnóstico prévio de pré-diabetes aos 11 anos. Relatou ainda que já fez tratamento para as manchas e houve recidiva das lesões. Paciente foi diagnosticado com PV e as condutas farmacológicas na primeira consulta foram: Itraconazol 100 mg e Cetaconazol Creme. Foram solicitados exames laboratoriais para confirmar Resistência Insulínica. No retorno, paciente trouxe resultado de exames laboratoriais. O diagnóstico de Ptiríase Versicolor Recidivante + Resistência Periférica à Insulina foi fechado. Como conduta foi instituído o uso do Glifage Xr 500mg; Itraconazol 100mg (1x/mês por durante 6 meses) e Cetoconazol Shampoo (2x/ semana).CONSIDERAÇÕES FINAIS:Pacientes com Resistência Periférica à Insulina são mais vulneráveis a doenças infecciosas cutâneas. Nesses casos a pele passa a ser um órgão aberto às mais variadas formas de comprometimento, facilitando as complicações ou retardando a cura. Isso tudo ocorre devido às anormalidades leucocitárias que nesses pacientes a difusão é diminuída. Nesses casos de PV recidivante o dermatologista deverá sempre investigar a resistência periférica à insulina, pois, as lesões são sinais precoce de doença sistêmica. A conduta mais adequada é o uso de antifúngico sistêmico e o tratamento da causa base com antidiabético oral. É importante destacar a importância do dermatologista no diagnóstico precoce de doenças sistêmicas, bem como na condução correta dos casos.

Referências

1)GUIMARÃES, Mayla Rosa; SANTOS, Adalgison Alves dos; MOURA, Thais Fernanda Ribeiro de; ROCHA, Mariana Rodrigues da; MOURA, Ionara Holanda de; SILVA, Ana Roberta Vilarouca da. Alterações clínicas, metabólicas e resistência à insulina entre adolescentes. Acta Paulista de Enfermagem, [S.L.], v. 32, n. 6, p. 608-616, dez. 2019. FapUNIFESP (SciELO). http://dx.doi.org/10.1590/1982-0194201900085. 2)FRAMIL, Valéria Maria de Souza; MELHEM, Márcia S. C; SZESZS, Maria Walderez; ZAITZ, Clarisse. Novos aspectos na evolução clínica da pitiríase versicolor. Anais Brasileiros de Dermatologia, [S.L.], v. 86, n. 6, p. 1135-1140, dez. 2011. FapUNIFESP (SciELO). http://dx.doi.org/10.1590/s0365-05962011000600011.

Instituições
  • 1 Centro Universitário UNINOVAFAPI
Eixo Temático
  • DERMATOLOGIA
Palavras-chave
Resistência à Insulina
Dermatologia
Tinha Versicolor