PERFIL SOCIODEMOGRÁFICO DOS CASOS SUSPEITOS DE DENGUE NO NORDESTE DO BRASIL DE 2014 A 2023

vol 4,2024 - 196171
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Resumo

INTRODUÇÃO: A dengue apresenta-se como a principal arbovirose a afetar humanos, uma vez que ocorre de forma generalizada ao longo dos trópicos, com variações locais influenciadas por inúmeros fatores. O mosquito Aedes aegypti é, sabidamente, seu principal vetor e o combate a ele constitui a principal forma de prevenção à dengue. Nesse contexto, realizou-se uma análise do perfil epidemiológico da Dengue na região Nordeste do país, obtendo informações necessárias para determinar os locais de maior acometimento e, assim, direcionar medidas de combate a esse agravo de saúde. OBJETIVO: Descrever o perfil sociodemográfico dos casos suspeitos de Dengue no Nordeste do Brasil no período de 2014 a 2023. MÉTODOS: Trata-se de um estudo observacional, ecológico e descritivo. Para a coleta de dados, utilizou-se o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), disponibilizado pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Foram selecionados os dados referentes ao período de 2014 a 2023, abrangendo um intervalo de 10 anos. As variáveis utilizadas foram: ano de notificação, sexo, raça, UF de notificação, faixa etária, classificação final e evolução. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Foram notificados casos 909.861 casos suspeitos de Dengue no Nordeste do Brasil de 2014 a 2023, dos quais 58,98% (n=536.595) evoluíram para cura e apenas 0,05% (n=496) evoluíram para óbito pelo agravo. O sexo feminino correspondeu a 55,26% (n=502.774) dos casos e a raça parda a 58,68% (n=533.931), sendo os grupos mais prevalentes. Ao analisar os estados, notou-se que o Ceará foi responsável pela maioria das notificações (15,09%). Entre as faixas etárias, adultos entre 20 e 39 anos foram os mais acometidos (37,68%). Observou-se que o maior número de notificações ocorreu em 2022 (n=243.133) e o menor em 2018 (n=66.561). Quanto a classificação final, 64,85% (n=590.048) dos casos foram classificados como dengue, 1,31% (n=11.910) como dengue com sinais de alarme e 0,13% (n=1.177) como dengue grave. Os dados levantados mostram a persistência e até mesmo a tendência de aumento do número de casos de Dengue na região analisada, bem como a prevalência dos quadros de dengue leve em detrimento dos quadros graves. CONCLUSÃO: Os resultados obtidos são de extrema importância para a adoção de medidas direcionadas às áreas mais afetadas e ratificam a necessidade de estudos contínuos e aprofundados sobre o tema, no intuito de diminuir o impacto socioeconômico dessa doença, uma vez que, apesar da prevalência de quadros de dengue leve, ela costuma afastar os indivíduos acometidos de suas atividades diárias.

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Eixo Temático
  • EPIDEMIOLOGIA