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INTRODUÇÃO: A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum, que representa um desafio significativo para a saúde pública brasileira. A transmissão ocorre, principalmente, por via sexual, mas também pode ser transmitida verticalmente, causando graves problemas ao concepto. O curso da doença, geralmente, é assintomático, dificultando o diagnóstico e facilitando a manutenção da cadeia de transmissão. Por ser uma doença de amplo espectro clínico, é necessário conhecer melhor os sintomas, os critérios diagnósticos precoces, o controle e a prevenção da sífilis. OBJETIVO: Analisar o perfil epidemiológico da sífilis no Brasil, no período de 2014 a 2023. MÉTODOS: Tratou-se de um estudo epidemiológico, documental, retrospectivo, de natureza exploratória e descritiva, com base nos dados sobre o perfil epidemiológico da sífilis no Brasil, entre os anos de 2014 e 2023. As informações foram coletadas mediante a pesquisa na plataforma do Sistema de Informação de Agravos e Notificações (SINAN-DATASUS). Foram avaliadas as seguintes variáveis: número total de casos, cor/raça, faixa etária, sexo e a região mais afetada. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Foram relatados 1.278.446 casos de notificação de sífilis adquirida no recorte temporal analisado no Brasil, perfazendo uma média anual de casos de 127.844,6 casos/ano. Observou-se que o ano de atendimento com maior número de casos foi o de 2022 com 215.088 casos (17,77%), seguido de 2021 com 170.021 casos (14,05%) e de 2019 com 165.249 casos (13,65%). No que se refere à cor/raça, houve destaque para parda com 480.166 casos (37,56%), sucedida da branca com 461.116 casos (36,07%) e da ignorada/branco com 185.138 casos (14,48%). Dentre as faixas etárias analisadas, preponderou-se de 20-39 anos com 750.065 casos (58,67%), de 40-59 anos com 296.187 casos (23,17%) e de 15-19 anos com 121.096 casos (9,47%). Quanto ao sexo, a população mais afetada foi a masculina, com 775.924 casos (60,69%), enquanto a população feminina notificou 501.352 casos (39,22%). No que tange a região, houve maior preponderância de casos na Região Sudeste com 627.654 casos (49,10%) e a de menor para a Região Norte com 82.237 casos (6,43%). De acordo com Menezes et al (2020), esse panorama regional, deve-se, sobretudo, porque a região sudeste é a mais desenvolvida, populosa e concentrada de profissionais da saúde, ao contrário da região norte que apresenta número reduzido de profissionais e, por isso, pode haver casos de subnotificação. CONCLUSÃO: Os resultados evidenciam uma alta prevalência de casos de sífilis no ano de 2022, principalmente, no tocante à cor parda, seguida da cor branca. Além disso, os indivíduos do sexo masculino e com a faixa etária entre 20-39 anos, apresentaram uma maior associação com doença, demostrando a necessidade de intensificar os esforços de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento da doença. Por fim, ao analisar a região de maior prevalência, foi visto que a região Sudeste apresenta maior número de casos, demostrando a importância de políticas públicas que promovam o acesso equitativo aos serviços de saúde e de campanhas educativas focadas nas populações mais vulneráveis, incluindo jovens adultos e homens, são essenciais para controlar e reduzir a disseminação da sífilis.
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