Este trabalho foi publicado pelo Galoá e tem um DOI depositado. Para citar este trabalho, use um dos padrões abaixo:
Caso você seja um dos co-autores e queira cadastrar esse trabalho no seu Currículo Lattes, use o seguinte código: doi > 10.17648/comapi-2021-139474
Se você NUNCA registrou um DOI no seu Lattes, veja nosso tutorial!INTRODUÇÃO: A pneumonite de hipersensibilidade (PH) é uma doença pulmonar intersticial que acontece em indivíduos previamente sensibilizados a alérgenos respiratórios. Sua fisiopatologia não foi completamente elucidada, porém sabe-se que a exposição a antígenos específicos em indivíduo suscetível é o fator determinante. O objetivo desse trabalho é apresentar um caso de pneumonite de hipersensibilidade. RELATO DE CASO: Paciente feminina, 67 anos, professora, com dispneia aos grandes esforços e tosse seca de início há 6 meses, evoluindo para dispneia aos mínimos esforços nas últimas semanas. Relata infecção assintomática pelo Sars-cov-2 há dois meses. Nega dor torácica, porém referia chiado esporádico, sem fator desencadeante perceptível. Sem histórico de doença respiratória prévia. Portadora de hipertensão arterial e fibromialgia, em uso contínuo de enalapril, duloxetina, mirtazapina e periciazina. Negou exposições ambientais ou tabagismo. Ao exame físico apresentava-se eupneica, normocorada, saturando 98 % em ar ambiente. Ausculta pulmonar com grasnidos e estertores em velcro. Tomografia de tórax realizada dois meses após a infecção pelo Sars-cov-2 possuía opacidades em vidro fosco comprometendo 50% do parênquima. Apresentava FAN e fator reumatoide negativos, além de função tireoidiana normal. Ecocardiograma sem alterações. Em espirometria foi descrito distúrbio ventilatório restritivo grave sem resposta ao broncodilatador. Apesar da ausência de contexto epidemiológico compatível com pneumonite por hipersensibilidade, foi iniciado prednisona 1mg/kg/dia durante duas semanas com desmame subsequente. Paciente retornou com melhora importante, sem tosse, e dispneia apenas aos grandes esforços. Na ocasião, revelou que domesticava pássaros há um ano. Optou-se então por biópsia pulmonar, que evidenciou pneumonite intersticial celular e fibrosante, com áreas de acentuação bronquiocêntrica, na qual a pneumonite de hipersensibilidade crônica é o principal diagnóstico. Orientada então a cessação do contato ao alérgeno. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A pneumonite de hipersensibilidade é uma condição crônica e necessita do afastamento imediato da exposição ao antígeno como primeira medida terapêutica. Trata-se de um caso de relevante interesse sobretudo no contexto pandêmico pela sua descrição no diagnóstico diferencial com a infecção pelo novo coronavírus. A paciente está em ajuste de terapia e, atualmente, em uso de prednisona e azatioprina, com bom controle de sintomas.
ReferênciasCHURG, Andrew. Centrilobular Fibrosis in Fibrotic (Chronic) Hypersensitivity Pneumonitis, Usual Interstitial Pneumonia, and Connective Tissue Disease–Associated Interstitial Lung Disease. Arch Pathol Lab Med, Brasília, v. 144, n. 12, p. 1509-1516, dec. 2020. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32233994/. Acesso em: 19 set. 2021. SALISBURY, Margaret L. et al. Diagnosis and Treatment of Fibrotic Hypersensitivity Pneumonia. Where We Stand and Where We Need to Go. Am J Respir Crit Care Med., New York, v. 196, n. 6, p. 690-699, set. 2017. Disponível em: https://www.atsjournals.org/doi/10.1164/rccm.201608-1675PP. Acesso em: 19 set. 2021. VASAKOVA, Martina. et al. Hypersensitivity Pneumonitis: Current Concepts of Pathogenesis and Potential Targets for Treatment. Am J Respir Crit Care Med., New York, v. 200, n. 3, p.301–308 , ago. 2019. Disponível em: https://www.atsjournals.org/doi/citedby/10.1164/rccm.201903-0541PP. Acesso em: 19 set. 2021.
Com ~200 mil publicações revisadas por pesquisadores do mundo todo, o Galoá impulsiona cientistas na descoberta de pesquisas de ponta por meio de nossa plataforma indexada.
Confira nossos produtos e como podemos ajudá-lo a dar mais alcance para sua pesquisa:
Esse proceedings é identificado por um DOI , para usar em citações ou referências bibliográficas. Atenção: este não é um DOI para o jornal e, como tal, não pode ser usado em Lattes para identificar um trabalho específico.
Verifique o link "Como citar" na página do trabalho, para ver como citar corretamente o artigo