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Introdução: O uso de instrumentos padronizados de medida é essencial para a adequada avaliação da funcionalidade de crianças, adolescentes e jovens com Síndrome de Down, e para o planejamento e acompanhamento dos resultados das intervenções durante o tratamento fisioterapêutico, especialmente agora, durante a telerreabilitação. Objetivo: Verificar a aplicabilidade das duas versões do instrumento Pediatric Evaluation of Disability Inventory – Computer Adaptative Test (PEDI-CAT) em cuidadores de crianças, adolescentes e jovens com Síndrome de Down, na faixa etária de 0 a 21 anos, por via remota. Metodologia: Este estudo foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa do Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (CAAE: 09581119.1.0000.5133). A coleta de dados, ocorreu por via remota de acordo com a disponibilidade do responsável, com duração total de aproximadamente 50 minutos na versão longa (conteúdo-balanceada) e 30 minutos na versão curta (rápida), usando as plataformas Zoom ou Google Meet, ou por meio de vídeo chamada no aplicativo WhatsApp Messenger. Resultados: Participaram deste estudo metodológico, 28 responsáveis de crianças, adolescentes e jovens até 21 anos com SD. Com relação ao coeficiente de correlação intraclasse dos escores contínuo e T, e o intervalo de confiança de 95%, foi possível demonstrar que existe uma forte correlação entre as duas versões do instrumento aplicado (CCI > 0,80). Além disso, de acordo com a quantidade de itens administrados na versão conteúdo-balanceado, tivemos uma média de 105 itens (DP=21), assim como, na versão rápida a média dos itens administrados foi de 51 itens (DP=8), que levou aproximadamente 15-20 minutos quando aplicadas 15 questões por domínio, enquanto na versão conteúdo-balanceado quando 30 questões foram aplicadas por domínio, sua aplicação durou entre 40-50 minutos. Conclusão: Com este estudo foi possível demonstrar que este instrumento pode ser utilizado com aplicação via remota na prática clínica da telerreabilitação para avaliar crianças, adolescentes e jovens com SD. Além disso, ambas as versões do PEDI-CAT, a versão conteúdo-balanceado (longa), para fins de planejamento terapêutico, e a versão rápida (curta), para avaliação ou reavaliação, podem ser aplicadas ao longo do acompanhamento terapêutico, pois não apresentam diferenças entre os seus escores finais. Palavras-chaves: Classificação Internacional de Funcionalidade Incapacidade e Saúde; Síndrome de Down; Telerreabilitação.
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