Interação entre Respiração e Assoalho Pélvico: Revisão Sistemática

Vol.02 N.01-2018 - 138367
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Resumo

Introdução: Os músculos do assoalho pélvico têm papel sexual, de continência, sustentação dos órgãos pélvicos e atuam na estabilização pélvica. O treinamento da contração dos músculos do assoalho pélvico é efetiva de cura ou melhora dos sintomas da incontinência urinária, além de melhorar a função sexual feminina e diminuir a incidência de dor pélvica crônica. Alguns estudos propõem novas abordagens de tratamento para incontinência urinária que inclui treinamentos respiratórios. Porém, ainda faltam evidências para que essas novas técnicas possam ser incluídas com segurança na prática clínica. É necessário verificar se existe evidência que demonstrem a relação funcional da respiração com os músculos do assoalho pélvico para que novas abordagens terapêuticas eficazes possam ser propostas. Objetivos: Verificar o que existe de evidência sobre a relação entre a ativação dos músculos do assoalho pélvico e a respiração. Método: Revisão sistemática de estudos transversais realizada seguindo as recomendações propostas pelo PRISMA Statment e registrado no PROSPERO. A busca foi realizada nas bases de dados: MEDLINE, LILACS, The Cochrane Library, Web of Science, PEDro e Open Grey. As referências dos artigos selecionados foram revisadas para adicionar artigos não encontrados na busca. Os registros ClinicalTrials e ISRCTN foram verificados para encontrar ensaios clínicos não publicados. Foram inclusos estudos que forneceram dados para correlacionar desfechos no assoalho pélvico e analise da respiração ou qualquer manobra respiratória. Resultados: Treze estudos cumpriram os critérios de inclusão. Desses três artigos descreveram desfechos do assoalho pélvico durante a expiração e expiração forçada. Um estudo verificou os desfechos do assoalho pélvico durante a inspiração e respiração com com diferentes volumes respiratórios. Três artigos descreveram a ativação e ou deslocamento dos músculos do assoalho pélvico durante a manobra de valsalva. Um artigo descreveu o deslocamento do assoalho pélvico durante a manobra de expulsão. Quatro artigos descrevem desfechos do assoalho pélvico durante a tosse. Um artigo descreve a movimentação do diafragma com e sem a contração dos músculos do assoalho pélvico e outro a ventilação máxima com e sem a contração do assoalho pélvico. Conclusão: Apesar da grande variabilidade entre as formas de avaliação, todos os artigos encontraram influência da respiração, da manobra ou da fase respiratória nos desfechos dos músculos do assoalho pélvico. Assim como alteração respiratória pela contração dessa musculatura. Artigos com maior qualidade metodológica são necessários para melhor compreender a relação de cada fase respiratória e os músculos do assoalho pélvico. Descritores: Diafragma da Pelve; Respiração; Revisão;

Instituições
  • 1 Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Eixo Temático
  • C08. Fisioterapia na Saúde da Mulher