DETERMINAÇÃO DO PODER CALORÍFICO DA CASCA DO MARACUJÁ (Passiflora edulis f. Flavicarpa) E DO CAROÇO DO CAJÁ (Spondias spp.), VISANDO A PRODUÇÃO DE COMBUSTÍVEIS SÓLIDOS.
O Brasil, sendo um país com grande extensão territorial e clima favorável, atua como grande fornecedor de biomassa. Diante disso, os resíduos agrícolas são alternativas para solucionar alguns problemas, redução do impacto ambiental e aproveitamento energético por meio da produção de combustíveis sólidos, pois são produzidos utilizando os resíduos dos vegetais. Neste trabalho, foi determinado o teor de umidade e o poder calorífico superior (PCS) de dois resíduos oriundos da indústria de polpa de frutas (casca do maracujá e caroço do cajá), antes e após secagem, visando a potencial aplicação destes na produção de combustíveis sólidos. De acordo com os resultados, as amostras de maracujá e cajá apresentaram, respectivamente, os seguintes valores de PCS quando expostas ao sol e em balança de umidade a 105 °C: (15,16MJ/kg;13,49MJ/kg) e (15,58MJ/kg;17,64MJ/kg). Desta forma, infere-se que o processo de secagem foi favorável ao aumento do poder calorífico, beneficiando a produção de briquetes.