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Os microprocessadores de computador são constituídos por pinos revestidos de ouro, este ouro pode ser lixiviado de forma seletiva. O processo de extração industrial do ouro, tradicionalmente, emprega cianeto como lixiviante, porém seu uso apresenta uma eficácia limitada. Atualmente, utiliza-se tioureia em meio ácido para complexação do ouro. Por isso, o objetivo deste estudo foi recuperar ouro de microprocessadores descartados, através de lixiviação. As lixiviações foram realizadas, à temperatura ambiente, com 1g de processador, 1g de tioureia, ácido sulfúrico, e 0,3g de sulfato férrico. Todas as amostras foram filtradas e analisadas por espectrometria de absorção atômica, os pinos foram caracterizados por microscopia eletrônica de varredura. A quantidade total de ouro presente no processador foi determinada após digestão total da amostra com solução de água régia. Nas condições estudadas, o tempo de 30 minutos de lixiviação apresentou a maior quantidade de ouro extraído, cerca de 45%.