Estudo do Acoplamento Poço-Reservatório com Fluidodinâmica Computacional
Nas duas últimas décadas, poços horizontais foram empregados em larga escala nas perfurações off-shore brasileiras. Frequentemente em simulações de poços, é adotada a hipótese de condutividade infinita, isto é, assume-se como desprezível a perda de carga sofrida devido ao escoamento no interior do poço horizontal.
Esta abordagem, em médio prazo, pode trazer aspectos adversos à exploração, como por exemplo, a formação de cone de água ou gás, caracterizado pela produção antecipada dessas fases.
Um estudo de caso foi realizado através de fluidodinâmica computacional, visando investigar a influência das hipóteses de condutividade finita e infinita, assim como a variação dos parâmetros: rugosidade relativa, diâmetro e comprimento do poço.
Os resultados apresentaram grande similaridade com os dados experimentais da literatura, revelando que a perda de carga foi responsável por uma queda em 30% na produção. Foi demonstrado que aumentar o comprimento do poço não compensaria economicamente.