COMPARAÇÃO DE OLEAGINOSAS PARA A PRODUÇÃO DE BIODIESEL
Atualmente, a matriz energética mundial ainda se baseia em combustíveis fósseis, cujas emissões de carbono têm agravado a poluição atmosférica. Uma alternativa menos poluente são os biocombustíveis, que se diferem por sua origem biológica não fossilizada. Como o Brasil é um grande produtor de soja, é esta a oleaginosa mais utilizada para a produção do biodiesel brasileiro, não se constituindo, porém, como melhor opção com relação ao rendimento de óleo. O teor de óleo no grão de soja é de 19%, enquanto que canola e girassol apresentam, respectivamente, 38 e 42%. Além disso, a produtividade de óleo tanto da canola quanto do girassol também supera a da soja. O biodiesel foi sintetizado a partir de 5 óleos: canola, coco, girassol, milho e soja. Foi utilizada a transesterificação com etanol, via catálise básica (NaOH), com a reação ocorrendo por 30 minutos. A síntese com o óleo de coco apresentou o menor rendimento; as demais (canola, girassol, milho e soja), rendimentos próximos a 72%.