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TRAVESSIAS E TRANSAÇÕES INTERTEXTUAIS E INTERMIDIÁTICAS

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A partir de teorias contemporâneas sobre adaptação e/ou tradução intersemiótica, este simpósio pretende explorar as negociações e mudanças de sentido que ocorrem em processos intra e intermidiáticos, entre eles as relações transtextuais (tipologia de Genette); as textualidades multi, mix e intermídias (classificação de Claus Clüver); e os fenômenos de transposição midiática, combinação de mídias e referências intermidiáticas (categorias de Irina Rajewsky). Como as diferentes mídias (literatura, teatro, cinema, TV, pintura, música, arquitetura, quadrinhos, fotografia e outras) apresentam configurações e materialidades específicas, sendo regidas por diferentes signos, códigos e convenções e, partindo da premissa que todo processo tradutório involve procedimentos como a mediação, interpretação e representação, o discurso da fidelidade não se sustenta na passagem de uma mídia para a outra, visto que essa visão nega a própria natureza das diversas textualidades, ou seja, a possibilidade de suscitar leituras e interpretações diferenciadas e ganhar novos sentidos com o passar do tempo em função de mudanças de contextos espaço-temporais e flutuações dos imaginários culturais. Como nos ensina Júlio Plaza (2003), representar um substrato narrativo de uma mídia em outra envolve a questão da mimese mediada pelo código e, sendo assim, a identidade entre o texto de origem e o novo texto (em outras mídias) torna-se impossível e até mesmo indesejável. Em face dessas perspectivas, serão acolhidas propostas que investigam questões teóricas e/ou práticas (estudos de caso) sobre configurações intertextuais e intermidiáticas, inclusive fenômenos como cruzamentos de fronteiras midiáticas, intersecções ou interfaces entre duas ou mais mídias, a adaptação como fenômeno histórico, cultural e intermidiático, a transmidialidade ou a convergência de mídias (Henry Jenkins), novelizações, écfrase, poesia visual, Sound Art, a problemática da remediação e sua importância na criação de novas mídias e mídias digitais (Bolter e Grusin), hibridizações e outros já mencionados que conduzem a novos modos de percepção, gerando novos sentidos em termos psicológicos, sociais e culturais.