Teoria, descrição e análise linguística
A linguística formal é um ramo da ciência da linguagem que contempla a descrição e a análise linguística nos níveis fonético, fonológico, morfológico, sintático, semântico, lexical e pragmático. De um ponto de vista teórico, a perspectiva formalista nos estudos gramaticais enseja descrever adequadamente o conhecimento tácito que os falantes nativos têm sobre a estrutura de sua língua materna, comparar diferentes línguas com o fim de encontrar propriedades potencialmente universais, descrever os mecanismos envolvidos no processo de aquisição da linguagem e explicar a capacidade linguística do ser humano no contexto do estudo da arquitetura da mente humana, que permite que as crianças nascidas em qualquer comunidade adquiram as estruturas complexas de sua língua materna com perfeição e sem treinamento explícito. Do ponto de vista prático, a perspectiva formalista nos estudos gramaticais possibilita pesquisas de interface que contribuem para o aperfeiçoamento de tradutores e corretores automáticos em processadores de texto, para o aprimoramento de aparelhos de reconhecimento da fala ou que contribuem para o avanço da ciência neurolinguística, por meio do auxílio na identificação dos problemas relacionados a patologias da linguagem e aos diferentes tipos de afasia, que podem comprometer isoladamente os níveis fonético, sintático, semântico ou pragmático. Dadas essas considerações, o objetivo deste simpósio temático é o de congregar pesquisas que investigam questões teóricas, descritivas e/ou analíticas dos níveis fonético, fonológico, morfológico, lexical, sintático, semântico ou pragmático de análise linguística, vinculadas aos pressupostos teóricos de qualquer abordagem formalista. Nesse contexto, serão aceitos trabalhos que descrevem e/ou comparam a estrutura de diferentes línguas naturais, trabalhos de natureza experimental e trabalhos de interface. Por último, entendendo a importância da pluralidade de conhecimento científico, também poderão ser aceitos trabalhos que adotam uma perspectiva funcional, desde que esses trabalhos dialoguem diretamente com uma abordagem formal, de modo a viabilizar uma interlocução produtiva com os demais participantes.