Matinhos e a Experiência da UFPR Setor Litoral: uma proposta de Linguagem e Comunicação como primeiros passos
O presente artigo pretende por um lado apresentar a experiência da Universidade Federal do Paraná-Setor Litoral que ao ano de 2015 registrava mais da metade de suas matrículas de graduação com estudantes primeiros em ingressar num Instituto de Ensino Superior, na sua esfera pública-federal, como foi corroborado em pesquisa empírica, na aplicação de questionários, assim como problematizar o significado e repercussões deste fenômeno com foco nas dificuldades de compreensão leitora e produção textual nos anos iniciais de graduação, sobretudo naqueles estudantes trabalhadores, pais de família, adultos que há tempo não tem contato com a educação formal e que, eventualmente, não tenham de hábitos estudos consolidados, com o intuito de subsidiar elementos teóricos na compreensão e produção textual. O embasamento teórico é feita à luz do conceito Capital Cultural de Pierre Bourdieu bem como da filosofia da linguagem interacionista de Bakhtin, dentre outros. A compreensão e avaliação deste fenômeno pode levar a diagnosticar possíveis abordagens introdutórias nas práticas universitárias a partir um paradigma que entende a língua como prática social, tendo como pressuposto que o ensino da língua, tal como vem se dando há séculos, não dá conta de formar usuários competentes e proficientes de sua língua materna.