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Mas, afinal, para que os gêneros?

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Ao considerarmos que as atividades comunicativas são uma forma de organização da sociedade e que condicionam boa parte das demais ações praticadas (MARCUSCHI, 2008, p.190) estamos ratificando a importância do trabalho com os gêneros textuais na esfera escolar. Segundo Carolyn Miller (1984), “os gêneros são formas verbais de ação social estabilizadas e recorrentes em textos situados em comunidades de práticas em domínios discursivos específicos”. Apreendidos no curso de nossas vidas como sujeitos socialmente participantes que somos, (BAKHTIN, 2014), os gêneros são também fundamentais no processo de ensino e aprendizagem de uma língua, uma vez que o texto é o próprio lugar da interação, e seus interlocutores são sujeitos ativos que – dialogicamente – nele se constroem e são construídos. Assumindo a concepção de linguagem na qual todo enunciado é sempre um enunciado de alguém para alguém (BAKHTIN/VOLOSHINOV, 2014) imbuído de um propósito comunicativo, o presente trabalho visa apresentar reflexões resultantes dos Projetos de Extensão e Pesquisa cuja premissa é a formação do “licenciando-pesquisador” (MILLER, 2013) e do professor “reflexivo-crítico” (PIMENTA e GHEDIN, 2012), um vez que este considera “a pesquisa inerente ao trabalho docente e uma aliada, especialmente, em suas práticas pedagógicas” (PESCE, 2012).