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Libras: algumas reflexões sobre a sintaxe

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Este trabalho discute a estrutura sintática da Libras. A pesquisa apoia-se nos trabalhos de Brito (1995), Quadros (1999), Quadros e Karnopp (2004), dentre outros, que postulam que essa língua de modalidade visual-espacial organiza espacialmente os constituintes da sentença, tendo como ordem básica a estrutura SVO e a partir dessa outras ordenações sintáticas são construídas. O trabalho conceitua o que se entende por sintaxe e explora o componente verbal da Libras, por este ter um papel preponderante na organização das sentenças. Verbos direcionais são caracterizados pela marca de concordância, assim a direcionalidade do verbo marca os participantes da sentença, neste caso somente a estrutura SVO é permitida. Os verbos simples, também chamados de não-direcionais, são caracterizados pela não marcação da concordância, dessa forma seus argumentos devem ser expressos na construção da sentença. Verbos simples permitem uma maior mobilidade sintática, de forma que ordenações OSV, SOV e VOS são permitidas. O trabalho destaca, por final, que construções com tópico parecem sem preferidas na Libras, pois o surdo precisa visualizar a situação enunciada para que esta faça sentido. Assim, construções topicalizadas parecem atender este quesito, visto que o componente mais importante é trazido para o topo da sentença e posteriormente recebe os comentários.