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JÚLIA DA COSTA E A ESCRITA FEMININA

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Subalternidade, desigualdade de gêneros, representatividade ou a falta dela são alguns dos temas abordados quando se trata de literatura de autoria feminina. Conquistar um espaço, colonizá-lo e consolidá-lo a partir das práticas da escrita feminina sempre foi um longo caminho a ser percorrido e nem sempre bem sucedido. Num rápido olhar para a literatura produzida por mais de 500 anos no Brasil, qualquer leitor mais ou menos avisado vai constatar que mulheres não se aventuravam pelos meandros da escrita, principalmente se pensarmos nos primeiros séculos de existência de uma literatura dita de formação de uma nacionalidade anterior ao século XIX e posterior ao mesmo século. Entretanto as pesquisas mais recentes de resgate da escrita feminina trazem à lume inúmeras produções literárias/não literárias como testemunhos de que sempre existiu uma literatura escrita por mulheres. Esta comunicação tem por objetivo apresentar uma dessas vozes silenciadas, mas não menos representativas, da literatura de autoria feminina paranaense na poesia: Júlia da Costa. A obra poética produzida pela poetisa revela os anseios, os sentimentos, os desejos da mulher, o universo feminino transformado em literatura que dialoga com mulheres de todas as épocas.