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Identidade docente em contextos híbridos: entre discursos e práticas multiletradas

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A constituição da identidade possui caráter movente que afeta não só as identidades pessoais, mas também as identidades profissionais constituídas na história das instituições, o que ocasiona um movimento de descentramento identitário e, portanto, a desestabilização das noções de identidade tidas como fixas. Considerando esse descentramento identitário, o presente trabalho tem como objetivo analisar a relação do professor com práticas multiletradas de língua estrangeira em espaço sociocultural híbrido e de como o fazer docente é discursivizado. Trata-se de pesquisa qualitativa, cujo arcabouço teórico-metodológico se apoia nos estudos dos multiletramentos (STREET, 2007, 2013, 2014; ROJO, 2012); identidades (HALL, 2006; GEE, 2000); identidade docente (SOUZA, 2003; NÓVOA, 2009; KLEIMAN, 2006; TARDIF, 2012; GERALDI, 2010); hibridização identitária em perspectiva latino-americana (CANCLINI, 1990) e conceitos fundantes como linguagem, enunciado e valoração, ancorados nos estudos do Círculo de Bakhtin. Os resultados obtidos evidenciam a saliência de uma identidade profissional docente em que o professor já não mais se define como um reprodutor de saberes produzidos por outros sujeitos, mas como aquele que, embora com resistência, se apropria, elabora, considerando o contexto multicultural, e aplica um conjunto de técnicas no fazer docente.