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ENTRE SCOTT E MANZONI

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I promessi sposi, ou Os Noivos, de Alessandro Manzoni, foi publicado pela primeira vez em 1827, portanto sete anos depois do aparecimento de Ivanhoé, romance que sagrou Walter Scott como romancista que até então publicava anonimamente. Este trabalho tem como intuito observar uma apropriação histórica tendenciosa nestes romances históricos, de forma a afirmar que em um se privilegia o traço moralista preso a conceitos de bondade e maldade ditados pela filosofia religiosa; em outro constrói um traço crítico sobre as relações entre religiosidade e política, além de contribuir para o levantamento histórico do folclore da Escócia e Inglaterra. Os autores refiguram, cada um à sua maneira, nos romances históricos em questão, o passado das nações italiana e britânica de modo a informar e formar em seus leitores a condição nacional, a fim de que descubram ou reconheçam sua “comunidade imaginária”, seus limites e sua soberania. Para o empreendimento destas discussões se fazem necessárias as conceitualizações de G. Lukács e de Célia Fernandes Prieto a respeito do Romance Histórico do século XIX; de Benedict Anderson, referente ao conceito de “comunidades imaginadas”; e as pesquisas de Francesca Cavalli, Luis Castagnola e Mário Puppo, sobre a obra de A. Manzoni.