DRÁCULA, FRANKENSTEIN E DORIAN GRAY: UMA ANÁLISE EXISTENCIAL
A Europa do século XIX se tornou um terreno fértil para o desenvolvimento das artes e da literatura. Em meio a contrastes sociais, autores viram na escrita, uma forma de se relacionar e expressar seus sentimentos. Para realizar este trabalho, selecionamos três obras publicadas neste período: O Retrato de Dorian Gray, escrito por Oscar Wilde, Frankenstein ou O Prometeu Moderno, de Mary Shelley e Drácula, de Bram Stoker. Ambos os livros se tornam importantes fontes de pesquisa histórica e psicológica. Apesar de se tratarem de obras de ficção, podemos utilizá-las como subsídio para compreensão de determinados conceitos da obra de Jean Paul Sartre uma vez que descrevem em detalhes tanto a sociedade do século XIX quanto os sentimentos de seus personagens. O objetivo deste trabalho é utilizar tais obras para compreender conceitos tais como a construção da personalidade, o nascimento existencial, o projeto, os valores, a liberdade, a angústia, relação com o outro, corporeidade, temporalidade, dentre outros, buscando assim, construir um conhecimento acerca da psicologia existencialista. No intuito de embasar o texto faremos uso das teorias de Sartre, Husserl, Karl Marx e Kierkegaard.