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Os Sapatinhos Vermelhos, de Andersen e suas Simbologias

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Este artigo pretende analisar o conto “Os Sapatinhos Vermelhos”, do dinamarquês Hans Christian Andersen, à luz de uma leitura simbólica. A conhecida narrativa de Karen, a menina que gostava de usar os seus sapatinhos vermelhos mesmo quando precisava fazer contra a vontade de sua mãe e acabou sendo castigada fatalmente pela desobediência, é repleta de símbolos, os quais, explicitados pelas representações cristãs, transformam a moral do conto num drama fundamental do ser humano. Primeiramente, apresentaremos o conceito de contos de fadas, para que o gênero em si seja refletido; em seguida partiremos para uma análise simbólica da fábula, do enredo subsidiada pelo Dicionário de Símbolos, de Chevalier & Gheerbrant. Ademais, buscaremos transcrever cada símbolo para uma representação à história da protagonista, que acaba se convertendo no destino humano em geral, tentando ordená-los com a moral cristã imposta no contexto da obra de Andersen. Para fundamentar essa relação simbólica com o Cristianismo, teóricos como G.K. Chesterton e C.S. Lewis serão as bases teóricas. Deste modo, almejamos propor uma leitura que, por seu viés simbólico, extrapole as noções estritas da moral de um conto de fadas, indo em direção aos dramas humanos que do conto de Andersen advêm.