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A EXPERIÊNCIA ESCOLAR COMO FATOR DETERMINANTE PARA A FORMAÇÃO DE PROFESSORES

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Este trabalho apresenta parte de uma pesquisa etnográfica (GARCEZ; SCHULTZ, 2015) desenvolvida no contexto de duas escolas multisseriadas situadas em duas comunidades rurais no município de Prudentópolis (PR). Atualmente vivem na região descendentes de imigrantes ucranianos, poloneses, italianos, alemães e franceses, além da população local tradicionalmente designada como “brasileiros” (GUIL, 2015). Algumas práticas linguísticas se configuram como multilíngues, uma vez que o repertório dos falantes é constituído pelas línguas portuguesas, ucranianas e polonesas. Este trabalho focaliza a formação de docentes que atuam neste contexto. O objetivo é analisar ideologias linguísticas presentes nos discursos das docentes, mobilizando uma perspectiva bakhtiniana de linguagem (BAKHTIN, 2011; BAKHTIN; VOLOCHINOV, 2014); essas ideologias configuram, bem como são configuradas por políticas linguísticas e atuam na construção identitária das professoras. O corpus é constituído por entrevistas semiestruturadas, realizadas com quatro professoras que lecionam nas duas escolas multisseriadas, no âmibito da geração dos dados etnográficos. Como parte dos resultados da análise dessas entrevistas, destaca-se que a formação docente é um processo e não acontece somente nos cursos de licenciatura. Como assinala Tardiff (2010), a formação dos saberes docentes tem relação com as experiências vividas pelo/pela professor/a na sua formação escolar, na formação acadêmica, nas suas relações sociais.