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INCLUSÃO DAS ESPECIFICIDADES LGBTQI+ NO PROCESSO DE FORMAÇÃO E EDUCAÇÃO CONTINUADA DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

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Introdução: Sabe-se que indivíduos da comunidade de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transvestigêneros, Queers, Intersexuais e outros (LGBTQI+) evitam os serviços de saúde, em comparação com heterossexuais. Dentre eles, a maioria tem receio de ser desrespeitado em serviços de saúde, revelando a necessidade de contextualização nos currículos para a formação de profissionais de excelência técnica, humanos e culturalmente competentes para satisfazer as necessidades diversas da população. Objetivo: foi compreender a vulnerabilidade do grupo LGBTQI+, identificando seus principais problemas de saúde e as falhas dos profissionais que os atendem, assim como estabelecer um paralelo com as novas propostas educativas que visam incluir as especificidades desse grupo em cursos de formação, capacitação e desenvolvimento de profissionais de saúde. Metodologia: Realizou-se revisão sistemática na base de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), na qual foi feito o cruzamento dos descritores “Minorias sexuais e de gênero”, “Educação sexual” e “Educação em saúde”, escolhidos por estarem relacionados ao objetivo da pesquisa e por pertencerem ao catálogo de Descritores em Ciências da Saúde (DeCS). Foram encontrados 37 resultados, porém foram incluídos somente artigos entre 2016 e 2018, em inglês. Os critérios de exclusão foram: dissertações, teses, livros, outros formatos de textos, bem como trabalhos que abordavam os temas LGBTQI+ ou educação em saúde sem estabelecer ligação entre eles. Assim, foram selecionados 14 artigos. Resultados: Os artigos selecionados foram analisados em três categorias principais. Na primeira (n=9) foram reunidas temáticas sobre vulnerabilidades do grupo LGBTQI+, dificuldades de acesso aos tratamentos e despreparo dos profissionais de saúde. A segunda categoria (n=2) analisa a educação continuada para minimizar as falhas nos atendimentos de pacientes LGBTQI+, prevenir doenças e otimizar gastos em saúde pública. A terceira categoria (n=3) reúne intervenções nas bases curriculares de formação dos profissionais de saúde em consonância com os desafios biopsicossociais contemporâneos. Conclusão: A inclusão da temática LGBTQI+ na formação e educação continuada em saúde é de suma importância para melhorar a formação de médicos e enfermeiros, prepará-los para os desafios atuais e futuros da área, e também para reduzir a transmissão e progressão de doenças e contribuir para o bem-estar biopsicossocial coletivo.