Favoritar este trabalho

Introdução: Atribui-se a noção de escolarização, na maioria das vezes, como forma de sair da condição de pobreza. Assim, a democratização das oportunidades educacionais é digna de discussões. Nos últimos anos o acesso ao ensino superior ampliou-se, entretanto a democratização é segregadora. Na medida em que, aqueles provindos de classes superiores, alcançam as formações elitistas e mais lucrativas. A educação, como política pública, está longe de ser universal e acessível para todos os brasileiros. Pois, ainda há uma parcela significativa de analfabetos no Brasil, principalmente nas regiões norte e nordeste do país. Muitos indivíduos não possuem as mesmas oportunidades de acesso e desempenho nos estudos. Objetivo: Analisar as desigualdades educacionais, principalmente no ensino superior, no Brasil. Material e Método: Revisão bibliográfica realizada segundo consulta nas bases de dados: Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Scientific electronic library on line (SciELO) e em livros com a questão de pesquisa << há desigualdades educacionais no ensino superior?>>. Foram selecionados 6 trabalhos. Os critérios de inclusão utilizados foram: estudos que abordaram o tema proposto; publicados no período de 2003 a 2017; artigos disponíveis gratuitamente na íntegra e no idioma português. Os critérios de exclusão consistiram em: artigos que não abordaram de forma direta o tema desta revisão e artigos publicados fora do período previamente definido para a pesquisa. Resultado e Discussão: A educação, meio pelo qual se alcança a inserção no mercado de trabalho, também é o meio pelo qual o indivíduo se encontra excluído. Em relação às camadas mais pobres e não branca não houve aumento significativo no acesso ao ensino superior. Já em relação àqueles que estão inseridos no ensino superior, existe o problema da evasão, dentre os motivos elenca-se o equívoco da escolha da carreira, pouco prestígio social da carreira escolhida, forma inadequada utilizada pelas instituições para ministrar o curso, necessidade de trabalhar para contribuir na despesa familiar, dentre outros fatores. Considerações finais: Identificou-se, com esta pesquisa, que ainda persiste no Brasil, o baixo nível educacional, altas taxas de analfabetismo e desigualdades no acesso e permanência na educação básica como no ensino superior entre a população. Sendo tais problemas mais relevantes entre os habitantes da zona rural, de baixa condição financeira, em pessoas do sexo masculino e em famílias monoparentais. Dessa maneira, constatou-se que o ensino superior no Brasil tem se manifestado com ascensão nas últimas décadas, todavia para um público bastante restrito, com nome e sobrenome.