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BENEFÍCIOS DA IMPRESSÃO 3D PARA O ENSINO DE CEGOS E BAIXA VISÃO

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O presente artigo intitulado “Benefícios da impressão 3d para o ensino de cegos e baixa visão” faz uma reflexão sobre a pratica educativa dos deficientes visuais. As tecnologias digitais tem sido um grande aliado ao processo de ensino e aprendizagem. Com as impressoras 3D podemos ampliar o campo de leitura inserindo o cego no contexto social.
Este estudo apresenta o seguinte problema: Como a impressão 3D podem beneficiar a prática educativa de pessoas cegas nas instituições de ensino regular? A metodologia utilizada é um estudo de caso de caráter qualitativo, com uma aluna cega no 9º ano do ensino fundamental e uma aluna com baixa visão no 8º ano do ensino fundamental da rede estadual no município de Paracatu-MG no ano de 2018. Será realizada uma pesquisa bibliográfica com os referenciais teóricos: ALBA (2006), HORN e STAKER (2015), POKER (2013) e SANCHO (2006). O artigo tem como objetivo geral: analisar os benefícios da impressão 3D para o ensino de pessoas cegas e com baixa visão nas instituições de ensino regular.
Entende-se que a educação inclusiva deve ser pensada não só para aqueles que tenham deficiência física ou motora, mas para todos os alunos de classe regular que apresente alguma dificuldade de aprendizagem. O contato com textos de forma audível ou em Braille proporciona maior facilidade ao transmitir uma informação à pessoa com cegueira ou baixa visão. Outra alternativa seria a utilização de diagramas e imagens táteis, criada fisicamente em impressão 3D.
A impressão em três dimensões está revolucionando vários segmentos de mercado trazendo soluções reais para as pessoas. Com ela podemos transformar esboços virtuais em objetos palpáveis. As impressoras 3D revolucionaram o processo de manufatura, permitindo a materialização de diversas ideias inclusive na confecção de brinquedos para crianças cegas.
Segundo Nowill (2018), Cegueira é a “perda total da visão ou pouquíssima capacidade de enxergar, o que leva a pessoa a necessitar do Sistema Braille como meio de leitura e escrita”. E Baixa visão ou visão subnormal, “caracteriza-se pelo comprometimento do funcionamento visual dos olhos, mesmo após tratamento ou correção” e podem ler textos impressos ampliados.
A tecnologia assistiva é um termo utilizado para os materiais que contribuem para melhorar a capacidade das pessoas com deficiência dentro e fora dos espaços escolares, tais como: recursos de mobilidade, aparelhos de escuta e auxilio visual, brinquedos, computadores, softwares e próteses.
Os objetivos específicos deste estudo são:
• Ampliar a prática de educação inclusiva de pessoas cegas e com baixa visão nas instituições de ensino regular;
• Pensar nas contribuições das impressoras 3D para a inclusão de pessoas cegas e baixa visão nas instituições de ensino regular;
• Conhecer o uso das tecnologias assistivas nas instituições de ensino regular;
• Favorecer a adaptação de materiais educativos para pessoas cegas e com baixa visão nas instituições de ensino;
• Discutir os desafios da aprendizagem de pessoas cegas e com baixa visão.
O aspecto que motivou este estudo foi perceber a limitação das pessoas cegas ao acesso às imagens dificultando a compreensão do livro didático (matemática, química, geografia). As práticas de impressão 3D começaram nas universidades e a expectativa é que estendam ao atendimento de pessoas com deficiência na educação básica.
Os resultados da pesquisa apontam que para efetivar o processo de inclusão escolar é preciso considerar a especificidade do sujeito e não as suas limitações. Utilizando novas tecnologias favorecendo a construção do ensino. A inclusão educacional da pessoa com deficiência visual deve se realizar através de adaptações que atendam às necessidades de aprendizagem dessas pessoas. As produções desses objetos podem propiciar praticas inovadoras para a aprendizagem, é uma oportunidade de o aluno aprender a fazer fazendo.
Diante dos preços elevados a impressão 3D ainda está distante da realidade das instituições de educação básica. Esperar-se-á que as reflexões desse estudo possam despertar o interesse dos pesquisadores para novos estudos na área da ciência, tecnologia e inclusão.