Cheerleading e Ginástica Artística: Comparativo dos Componentes Subjetivos Avaliativos de Acordo com as Regras das Modalidades

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Resumo

A Ginástica Artística (GA) apresenta-se em uma relação entre o caráter objetivo (características técnicas) e o caráter subjetivo (expressividade na prática), relação que também se aplica ao Cheerleading. A Ginástica Artística Feminina (GAF), assim como o Cheerleading, possui um componente coreográfico (nos aparelhos trave e solo) que é fundamental para a apresentação e pode ser considerado uma característica subjetiva no sistema de competição. Assim, o objetivo deste trabalho foi relacionar os aspectos subjetivos do Cheerleading e da GAF, verificando se há proximidade entre ambos, destacando a valorização desses aspectos nos respectivos regulamentos. Realizou-se uma pesquisa documental de abordagem qualitativa, utilizando como fonte de dados o Código de Pontuação (CP) da GAF, e o sistema de pontuação da International All-Star Federation (IASF) para o Cheerleading. O CP da GAF estabelece que, em competições oficiais, sejam avaliados critérios como apresentação artística, composição e musicalidade (este último apenas no solo), com deduções de 0,1 ou 0,3 pontos na nota de execução (que parte de 10) caso os aspectos sejam considerados insuficientes. O desconto máximo no solo é de 1,6 pontos (16% da nota possível) e na trave, de 1,2 pontos (12%). No Cheerleading, os componentes subjetivos incluem criatividade de construção, dança, transições/formações, construção de rotina e impressões gerais. Esses aspectos são avaliados conforme critérios como unicidade, impacto visual, experiência positiva, energia e inovação, que recebem uma pontuação somativa. Nas competições de Team Cheer, esses elementos representam de 23% a 31% da nota final (cerca de um quarto a um terço da pontuação total). Ambas as modalidades valorizam aspectos subjetivos, mas com diferenças em suas lógicas de pontuação. No Cheerleading, a lógica é somativa: os critérios subjetivos adicionam um determinado valor à nota final quando apresentados. Já na GAF, o sistema é dedutivo: as ginastas começam com nota 10 de execução, que sofre descontos por falhas nos critérios avaliados. Além disso, os aspectos subjetivos têm maior peso no Cheerleading, podendo representar até um terço da nota final, enquanto na GAF, as deduções máximas por falhas artísticas não atingem 20% da nota de execução. Esse menor impacto reflete a evolução da GAF no sentido de maior rigor técnico e foco no caráter objetivo da modalidade. Dessa forma, exceto em competições de alto rendimento, onde detalhes mínimos podem definir resultados, os componentes subjetivos possuem menor relevância na GAF do que no Cheerleading, onde o não cumprimento desses critérios pode acarretar uma perda muito mais significativa na pontuação final. As evidências analisadas destacam que a GAF prioriza o rigor técnico, enquanto o Cheerleading enfatiza criatividade e expressividade. Isso pode influenciar o desenvolvimento de atletas, indicando que cada modalidade requer abordagens específicas para potencializar suas características. Além disso, a comparação entre essas modalidades coordenativas complexas oferece subsídios para aprimorar sistemas de avaliação, considerando as frequentes mudanças nos regulamentos e as tendências de cada modalidade.

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Instituições
  • 1 Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Eixo Temático
  • Esporte, Desempenho Esportivo e a Diversidade
Palavras-chave
Cheerleading
Ginástica Artística
Componentes Subjetivos
Coreografia
Código de Pontuação