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Objetivo: Este trabalho consiste em uma revisão integrativa com abordagem sistematizada que teve como objetivo analisar os efeitos da música sobre a percepção subjetiva de esforço (PSE) em protocolos de exercício intervalado de alta intensidade (HIIT e SIT), buscando interpretar as divergências encontradas na literatura. Método: A busca foi conduzida em seis bases de dados (PubMed, Scopus, Web of Science, SPORTDiscus, PsycNet e SciELO), seguindo as recomendações do modelo PRISMA. Na análise, foram incluídos oito estudos experimentais, com delineamento crossover ou intrasujeito, que avaliaram a PSE em amostras de adultos saudáveis durante sessões de HIIT, SIT ou Wingate com intervenção musical. Resultados: Os resultados indicam que a música não reduz a PSE de forma consistente em exercícios intervalados de alta intensidade, com seis dos oito estudos reportando ausência de diferença significativa entre as condições musicais e controle. Reduções na PSE foram observadas apenas nas seguintes condições específicas: um protocolo de baixo volume (três tiros de Wingate) com música preferida e um protocolo de carga constante com música de tempo médio aplicada exclusivamente durante a recuperação ativa. Conclusão: Conclui-se que o efeito da música sobre a PSE em exercícios de alta intensidade é condicional e dependente de fatores metodológicos, como o volume acumulado do protocolo, o momento de aplicação do estímulo sonoro e o momento de aferição do esforço. Dessa forma, a música não deve ser interpretada como uma ferramenta universal para a redução da PSE em HIIT, sendo sua eficácia mais provável em sessões breves ou quando utilizada como recurso durante os intervalos de recuperação.
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