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A avaliação da força isométrica máxima bilateral dos flexores dos dedos na escalada exige sistemas de ancoragem ou cargas adicionais para evitar a suspensão do atleta, tornando o procedimento complexo. Como alternativa, é comum utilizar testes unilaterais e assumir que a soma das forças de cada membro representa a força bilateral máxima. Entretanto, esse pressuposto desconsidera o fenômeno do déficit bilateral, no qual a força produzida simultaneamente pelos dois membros é inferior à soma das forças unilaterais. Objetivo: Avaliar o déficit bilateral dos flexores dos dedos em atletas de elite da escalada esportiva. Método: Três atletas de Boulder (20 ± 2 anos; 71,5 ± 0,5 kg; 176,7 ± 2,9 cm; 6,6 ± 1,2% de gordura corporal), classificados como elite internacional (34 participações em competições internacionais e desempenho em rocha de até V15), realizaram testes de força isométrica máxima unilateral e bilateral em reglete, utilizando uma célula de carga de tração (TINDEQ) e protocolo previamente validado. Resultados: A força máxima foi de 74,9 ± 17,3 kgf no membro direito, 72,6 ± 18,9 kgf no esquerdo e 135,8 ± 35,5 kgf na condição bilateral. A soma das forças unilaterais foi de 147,5 ± 35,5 kgf, excedendo a força bilateral em 11,7 ± 0,9 kgf, o que corresponde a um déficit bilateral de aproximadamente 8%. Conclusão: Apesar da limitação do tamanho amostral, os resultados demonstram a ocorrência de déficit bilateral em escaladores de elite. Esses achados indicam que a soma das forças unilaterais não representa adequadamente a força bilateral máxima, reforçando a necessidade de protocolos específicos para avaliação da força na escalada. A compreensão desse fenômeno pode aprimorar a precisão metodológica das avaliações, subsidiar a prescrição do treinamento e ampliar o conhecimento sobre os mecanismos de produção de força na modalidade.
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