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O salto na ginástica rítmica exige flexibilidade, força e coordenação, com altura e forma definidas durante o voo. O objetivo foi analisar a relação entre força e flexibilidade na amplitude do salto espacate em atletas de ginástica rítmica. Foram avaliadas 12 ginastas (18,58 ± 4,91 anos) da equipe do Santos Futebol Clube. As atletas realizaram teste de flexibilidade passiva na posição de espacate com os pés apoiados em dois bancos, mensurando a altura entre o quadril e o solo em centímetros; testes de força explosiva, salto vertical com contramovimento (CMJ) e salto vertical com contramovimento de uma perna (SLCMJ), utilizando o equipamento Elite Jump, mensurando a altura em centímetros; e teste de amplitude, avaliando a angulação máxima durante o salto pelo software Kinovea. Os dados foram analisados por meio do teste de Shapiro-Wilk para verificação da normalidade, correlação de Pearson para análise das relações entre as variáveis e regressão linear múltipla para verificar a associação entre força, flexibilidade e amplitude. Os resultados evidenciaram correlação negativa forte entre a amplitude e CMJ (r = -0,873; p < 0,001), indicando que maiores alturas no salto vertical estiveram associadas a menores amplitudes. Foi observada correlação negativa forte entre amplitude e flexibilidade (r = -0,887; p < 0,001), indicando que melhores níveis de flexibilidade estiveram associados a maiores amplitudes. Houve correlação positiva forte entre CMJ e a medida de flexibilidade (r = 0,727; p = 0,007), indicando associação entre maior desempenho no salto vertical e menores níveis de flexibilidade. A regressão linear múltipla indicou que CMJ e flexibilidade explicaram 89,8% da variação da amplitude, com maior associação relativa da flexibilidade em comparação ao CMJ. Concluiu-se que a flexibilidade apresentou maior associação com a amplitude, enquanto a força esteve associada à altura alcançada, evidenciando a relevância dessas capacidades para o desempenho técnico do salto.
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