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Período de Realização As atividades foram realizadas de setembro de 2024 a abril de 2025. Objeto da experiência Fortalecer a Vigilância Popular em Saúde em territórios tradicionais impactados por conflitos socioambientais e invisibilização frente as políticas públicas. Objetivos Apoiar a construção de indicadores de vigilância popular em saúde; valorizar saberes ancestrais; articular sujeitos locais e instituições para denunciar desigualdades e promover justiça ambiental e sanitária em comunidades da Chapada do Apodi e do Quilombo do Cumbe(CE). Descrição da experiência A atuação ocorreu com base na Pesquisa-Ação Participante e articulação entre Ecologia de Saberes, Educação Popular e Epidemiologia Crítica. Realizaram-se rodas de conversa, entrevistas, observações, análise de documentos e participação em eventos. Foram registradas práticas de resistência, tradicionalidade, agroecologia sustentável e mobilização popular. Constam no território violações de direitos como contaminação da água, restrição territorial e impactos na soberania alimentar. Resultados A resistência local aliada a metodologias participativas, apoiou a luta das comunidades no enfrentamento dos conflitos socio ambientais e ampliou o diálogo entre os movimentos sociais, academia e SUS. A experiência contribuiu para a mobilização comunitária e visibilidade política dos territórios. Além disso, a integração entre atividades comunitárias e acadêmicas fortaleceu a autonomia das comunidades permitindo um papel mais ativo. Aprendizado e análise crítica A experiência reforça que a saúde coletiva exige diálogo entre ciência crítica e saberes populares. Evidenciou-se o racismo ambiental e a negligência do Estado. A Vigilância Popular se mostrou potente ferramenta de resistência, emancipação e construção de políticas mais justas. Destaca-se a centralidade do território na produção de saúde. Conclusões e/ou Recomendações Recomenda-se o reconhecimento da Vigilância Popular como política pública e sua articulação com a vigilância institucional. É urgente garantir apoio técnico, recursos e protagonismo comunitário para a produção de indicadores próprios, defesa do território e enfrentamento das iniquidades ambientais, étnico-raciais e sanitárias.
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