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Apresentação/Introdução Em um estudo recente da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em parceria com a SGTES/MS, cruzaram-se a bases de dados administrativos e evidências sobre o trabalho em saúde, buscou debater e analisar as desigualdades estruturais da sociedade brasileira que se apresentam no campo do trabalho em saúde, sobretudo quando abordamos o debate interseccional de gênero e raça. Objetivos Analisar dados do CNES, E-Social e RAIS em comparação com ações do Programa de Equidade, buscando evidências de disparidades e violências no trabalho em saúde que afetam especialmente mulheres negras, indígenas, PCDs e LBTs Metodologia A pesquisa analisou o Programa de Gênero, Raça, Etnia e Valorização das Trabalhadoras no SUS, com foco em dois objetivos: prover evidências atualizadas das desigualdades no mercado de trabalho em saúde, usando PNAD, PNS e RAIS; e analisar a lógica causal do programa, construindo um marco lógico e estratégias para monitoramento e avaliação. Para superar limitações dos dados, foram feitos testes de validação cruzada com bases como RAIS e CNES, comparando estatísticas com evidências de estudos qualitativos Resultados A presença feminina no setor saúde é predominante, representando 79% da força de trabalho, contra 43% no geral do Brasil. Porém, essa participação concentra-se em funções de menor remuneração, como técnicas de enfermagem (85% mulheres), enquanto na medicina cai para 50%. Quesito raça/cor, 58% dos trabalhadores da saúde são brancos, acima da média geral (43%). Pessoas pretas e pardas são sub-representadas em cargos de maior qualificação e remuneração. Pessoas com deficiência são pouco representadas, e a população LGBTQIAPN+ não aparece nas bases administrativas, evidenciando invisibilidade. Conclusões/Considerações É fundamental inserir o debate de gênero como elemento das relações sociais no trabalho em saúde, considerando as construções históricas. O Programa Nacional de Equidade de Gênero, Raça, Etnia e Valorização dos Trabalhadores do SUS promove esse debate, evidenciando como as discriminações interdependentes afetam a saúde e o bem-estar dos/as trabalhadores/as segundo seus marcadores sociais
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