TECENDO SABERES: O CUIDADO COMPARTILHADO ENTRE EQUIPE MULTIDISCIPLINAR DE SAÚDE INDÍGENA E OS CUIDADORES TRADICIONAIS INDÍGENAS NO MUNICÍPIO DE QUITERIANOPOLIS.

Vol 3, 2025 - 225641
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Resumo

Período de Realização Criado em 2019 e segue em atividade até os dias atuais (2025), com encontros mensais nas aldeias. Objeto da experiência Criar espaço de troca de saberes e cuidado integral entre profissionais de saúde indígena e cuidadores tradicionais. Objetivos Fortalecer a medicina indígena e promover o cuidado compartilhado entre saberes ancestrais e científicos, contribuindo para a promoção da saúde, a prevenção de doenças e o bem viver do povo indígena Quiterianópolis. Metodologia Relato sobre o grupo Saberes e Sabores que Curam e Previnem, formado por profissionais de saúde e cuidadores tradicionais do povo Tabajara, no Sertão dos Inhamuns. Com encontros mensais, o grupo promove trocas de saberes sobre raízes, ervas e alimentos tradicionais, fortalecendo a medicina indígena e o cuidado intercultural. A culminância anual gera produto técnico com os saberes sistematizados Resultados A iniciativa fortaleceu a valorização da medicina tradicional indígena, ampliou o vínculo entre a comunidade e a equipe de saúde, e promoveu o cuidado integral, o bem viver, o respeito às diversidades étnicas e a interculturalidade. Os encontros mensais possibilitaram o resgate de saberes, a organização de hortos comunitários e a produção anual de um material técnico com os registros dos conhecimentos compartilhados. Análise Crítica A experiência mostrou a importância de integrar os saberes tradicionais à atenção básica indígena, com respeito às práticas culturais e diálogo com escuta sensível. Reforça a urgência de políticas públicas interculturais. Contudo, ainda há desvalorização dos saberes indígenas por parte de alguns profissionais, o que compromete a resolutividade dos casos e gera conflitos no cuidado em saúde. Conclusões e/ou Recomendações A vivência com o grupo evidencia que não há cuidado pleno sem reconhecer e valorizar os saberes tradicionais. É essencial fortalecer práticas interculturais no SasiSUS, com diálogo entre profissionais e cuidadores indígenas. A medicina tradicional é ciência viva, enraizada na ancestralidade, espiritualidade e resistência, essencial ao bem viver.

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Eixo Temático
  • Eixo 31 - Saúde dos Povos Indígenas