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Período de Realização Este estudo foi realizado no segundo semestre de 2024, no mestrado acadêmico de enfermagem da UFMA. Objeto da experiência Estudo sobre cuidados de enfermagem, baseado na obra Promover a vida e na tese O exercício do poder nos cuidados de enfermagem: os cuidados de higiene. Objetivos Trata-se de um estudo reflexivo, a fim de refletir sobre a relação de poder nos cuidados de enfermagem segundo as concepções de Collière. Descrição da experiência Esse relato deu-se com a agregação das reflexões oriundas das leituras de textos na disciplina de Filosofia, Saúde e Enfermagem do mestrado acadêmico de Enfermagem da Universidade Federal do Maranhão e das vivências acadêmica e profissional da Enfermagem, que a todo o momento são contrastadas as relações de poder nos cuidados de enfermagem. Resultados Collière, ao tratar do cuidado libertador, dialoga com teoria do autocuidado de Dorothea Orem, baseada na ideia de que as pessoas podem cuidar de si mesmas. Quando o enfermeiro atua suprindo o que o paciente não pode fazer por si e o ajuda readquirir capacidades para se readaptar ao meio, abrindo um caminho de aprendizagem que ajuda a readquirir capacidades. A doença pode limitar a autonomia do paciente em fazer aquilo que antes ele poderia fazer, mas não retira sua singularidade e subjetividade. Aprendizado e análise crítica O poder não significa relação de dominação ou de controle, mas de suporte, transformação e de reforço do potencial perpassando pela capacidade de tomar decisão, competências que são inerentes ao perfil do profissional enfermeiro. As práticas de cuidado estabelecidas por Collière norteiam as ações da enfermagem, favorecendo o crescimento e aprimoramento da profissão. Os cuidados não envolvem somente procedimentos e/ou técnicas, mas perpassa a dimensão biopsicossocial humana na sua totalidade. Conclusões e/ou Recomendações Nessa perspectiva, podemos afirmar que o paciente é um ser humano singular por total, considerando suas múltiplas dimensões, e sua interação com o enfermeiro transforma sua capacidade potencial em real. E que a relação profissional-paciente deve ser de maneira saudável, mútua, responsável e reciproca, não objetivando uma autoridade ou opressão, mas uma relação linear de responsabilidade e reconhecimento do outro e de suas potencialidades.
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