RAÍZES VIVAS E HORIZONTES ANCESTRAIS: A TERRA É O CORAÇÃO DO CORPO? NARRANDO O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DE UMA EXPOGRAFIA SITUADA NO ENCONTRO ENTRE CIÊNCIA E ARTE

Vol 3, 2025 - 221788
Outras Linguagens
Favoritar este trabalho
Como citar esse trabalho?
Resumo

Período de Realização Construção da expografia iniciada em março 2024 com realização da exposição em agosto-setembro 2025 Objeto da produção Exposição imagética que dá visibilidade a corpos-territórios indígenas e quilombolas que resistem à colonialidade do ser e do fazer. Objetivos A exposição propõe reconectar com as raízes e questionar o desenvolvimento que apaga saberes. Afetar e ser afetado, criando um espaço que estimule encontros entre naturezas e culturas, despertando reflexões e sensações sobre tempos, territórios, vivências, pertencimentos, colonialidade e saúde. Descrição da produção Esta exposição busca dar visibilidade às formas de existência de povos indígenas e quilombolas, que resistem às opressões impostas pela colonialidade do ser e do fazer por meio de seus corpos-territórios. Ela reúne seis acervos imagéticos produzidos por pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural (PGDR-UFRGS), os quais foram articulados nas atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão do projeto Deslocamentos: imagens como dispositivos para acessar corpos-territórios. Resultados Em um mundo de fronteiras fluidas, raízes revelam identidades e saberes ancestrais, enquanto horizontes nos conectam ao novo. A expografia propõe os corpos como territórios vivos, carregados de memórias, feridas e sonhos, numa perspectiva cosmogônica e política. As narrativas dos corpos-territórios se contrapõem com paisagens que evidenciam a ação humana, tensionando relações entre natureza e sociedade, espaço e território, cuidado e saúde. Análise crítica da produção Cada acervo foi analisado a partir do formato Potosí Reverso, de Silvia Cusicanqui, promovendo um giro epistemológico, subvertendo a linearidade histórica e da escrita, e colocando em questão as diferentes opressões. As narrativas dialogam em uma expografia que integra arte e ciência, onde os corpos são territórios vivos e históricos. As imagens da exposição propõem reflexões sobre ancestralidade, pertencimento, colonialidade na saúde e os desafios para a equidade e os Direitos Humanos. Considerações finais A exposição propõe reconectar as pessoas às suas raízes, questionando a ideia de desenvolvimento que apaga saberes e gera epistemicídio. O desenho expográfico vê os corpos como territórios vivos, carregados de memórias, sonhos e feridas. Convida à reflexão sobre o tempo, o espaço e o próprio lugar no mundo, guiada pela pergunta: a terra é o coração do corpo?

Compartilhe suas ideias ou dúvidas com os autores!

Sabia que o maior estímulo no desenvolvimento científico e cultural é a curiosidade? Deixe seus questionamentos ou sugestões para o autor!

Faça login para interagir

Tem uma dúvida ou sugestão? Compartilhe seu feedback com os autores!

Eixo Temático
  • Eixo 08 - Decolonialidade em Saúde, Interseccionalidades, Racismos e Branquitude