QUEM ACESSA A PREVENÇÃO AUTOMÁTICA? PERFIL SOCIAL DOS USUÁRIOS DAS MÁQUINAS DE PREP, PEP E AUTOTESTES NA CIDADE DE SÃO PAULO

Vol 3, 2025 - 220025
Comunicação Oral Curta
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Resumo

Período de Realização Dezembro de 2024 a maio de 2025 Objeto da experiência Caracterizar perfil e motivos de uso das máquinas automáticas de PrEP, PEP e autotestes na cidade de São Paulo. Objetivos Compreender o perfil sociodemográfico dos indivíduos que acessaram os insumos de prevenção combinada por meio das máquinas automáticas (PrEP, PEP e autotestes), com ênfase em marcadores sociais e nos motivos relatados para o uso da tecnologia, a fim de subsidiar estratégias mais equitativas no SUS. Descrição da experiência A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo implantou máquinas automáticas de insumos preventivos em estações de metrô e terminais. Usuários com 18 anos ou mais acessaram PrEP, PEP ou autotestes via cadastro no SPrEP. Após a retirada, um formulário online foi oferecido para mapear perfil sociodemográfico e motivos de uso. A experiência baseia-se em 313 respostas válidas entre dezembro de 2024 e maio de 2025. Resultados Entre os respondentes, 92,8% se identificaram como homens cis, 50,7% como brancos e 41,9% pretos ou pardos. A maioria (59,1%) tinha ensino superior completo ou incompleto, 55,6% relataram renda de até 2 salários mínimos. Os principais motivos de acesso foram: facilidade (65,2%), retirada fora do horário (40,6%), anonimato (29,2%) e proximidade (28,1%). A estação Luz concentrou 40,1% das retiradas e Consolação, 22,4%. A faixa etária mais comum foi de 25 a 34 anos (43,4%). Aprendizado e análise crítica A experiência mostrou que as máquinas facilitam o acesso à prevenção para quem enfrenta barreiras como tempo e estigma. Os principais motivos relatados foram facilidade (65,2%), acesso fora do horário (40,6%) e anonimato (29,2%). O dado de 41,9% de usuários pretos e pardos indica bom alcance em grupos vulnerabilizados. Já a baixa adesão de pessoas trans (1,2%) e travestis (0,8%) aponta para desafios persistentes na promoção da equidade. Conclusões e/ou Recomendações A caracterização dos usuários mostra que a prevenção automatizada amplia o acesso entre jovens, trabalhadores informais e pessoas pretas e pardas (41,9%). A estratégia deve ser mantida e expandida, com foco em regiões periféricas e públicos sub-representados, como pessoas trans. É fundamental integrar essa tecnologia a ações educativas e ao planejamento territorial do SUS.

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