OFICINA DE REFLEXÃO PERMANENTE: ESPAÇO PARA REFLEXÃO DE RESIDENTES SOBRE A SAÚDE DA POPULAÇÃO NEGRA

Vol 3, 2025 - 225582
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Resumo

Período de Realização Junho de 2025 Objeto da experiência Oficina da Reflexão Permanente em um Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família sobre o tema Saúde da População Negra Objetivos Fortalecer a formação profissional através da reflexão sobre os impactos do racismo na saúde pública, instrumentalizando os residentes para identificar desigualdades e desenvolver práticas equitativas em seus territórios, promovendo a conscientização sobre os desafios específicos da população negra no SUS. Descrição da experiência Iniciamos no Largo da Prainha com o Circuito Herança Africana - IPN, percorrendo a pé locais históricos como a Praça dos Estivadores, Pedra do Sal e Cais do Valongo, refletindo sobre resistência. Finalizamos no Museu dos Pretos Novos. À tarde, no MUHCAB, visitamos a exposição e debatemos "Saúde da População Negra no SUS" com quatro profissionais, que compartilharam desafios e estratégias de superação. Encerramos o dia com a Árvore de Problemas, discutindo realidades locais dos territórios das unidades. Resultados A experiência ampliou a consciência dos residentes sobre a profunda influência africana na nossa cidade, desconstruindo um apagamento histórico. Muitos relacionaram os conteúdos abordados e suas vivências, reconhecendo os atravessamentos do racismo nos territórios que atuam. O circuito histórico e o debate sobre saúde da população negra no SUS estimularam reflexões críticas sobre desigualdades estruturais e estratégias de enfrentamento, fortalecendo o compromisso com práticas mais equitativas no SUS. Aprendizado e análise crítica A oficina revelou a força da construção coletiva entre os residentes. Enquanto a formação tradicional fragmenta as questões raciais, a prática mostrou o racismo estrutural na saúde - desde o acesso ao cuidado. A crítica aponta para além dos eventos pontuais: é preciso institucionalizar essas reflexões através de mudanças curriculares, formação docente e práticas antirracistas cotidianas nos serviços de saúde. Conclusões e/ou Recomendações A experiência integrou história, território e saúde pública. Conectando o passado com presente, fortalecemos as práticas antirracistas na saúde. Os relatos demonstraram a conscientização sobre os territórios e as relações de cuidado. O circuito e o debate criaram bases para transformações nas unidades de saúde, onde os profissionais agora atuam com maior consciência dos determinantes sociais que impactam a saúde da população negra.

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Eixo Temático
  • Eixo 30 - Saúde da População Negra, Quilombola e de Terreiros