NASF, NASF-AB E EMULTI: AVANÇO OU RETROCESSO?

Vol 3, 2025 - 222708
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Resumo

Apresentação/Introdução A extinção do financiamento federal ao NASF em 2018 marcou a conjuntura de regressão iniciada em 2016, enfraquecendo a APS e afetando populações vulneráveis. A redução de ao menos 50% das equipes agravou a desassistência em saúde mental e violências. Em 2023, com o governo Lula, retomam-se diretrizes de reconstrução via reestruturação das eMulti e integralidade e fortalecimento do SUS. Objetivos Analisar a trajetória das equipes multiprofissionais na APS do SUS, os efeitos do desfinanciamento do NASF, a reestruturação com as eMulti e os desafios frente às desigualdades e ao desmonte neoliberal desde 2016. Metodologia A pesquisa adota abordagem qualitativa, com revisão bibliográfica e documental, para analisar a trajetória das equipes multiprofissionais da APS no Brasil, entre o desmonte iniciado em 2016 e a retomada a partir de 2023. A revisão incluiu estudos sobre financiamento do SUS, EC 95 e extinção do NASF. Foram analisados documentos oficiais (PNAB/2017, Previne Brasil, diretrizes das eMulti), além de dados do SISAB e DATASUS. A análise seguiu Bardin (2016), com três eixos: desfinanciamento, impactos no território e desafios da reconstrução. Considera desigualdades de raça, classe e gênero e, embora sem entrevistas, oferece subsídios para políticas e pesquisas futuras. Resultados A pesquisa revela que o desfinanciamento e a extinção das equipes NASF entre 2018 e 2022 comprometeram a APS, reduzindo atendimento integral e territorializado. O número de equipes caiu à metade, agravando desigualdades e sobrecarga das equipes de Saúde da Família, especialmente em áreas vulneráveis. A retomada com as eMulti em 2023 traz avanços, como expansão e formação continuada, mas enfrenta desafios estruturais: financiamento instável, privatizações, contratos temporários e gestão alinhada à austeridade, que fragilizam o SUS. Assim, embora as eMulti sejam progresso, não bastam para a plena recuperação da APS. Conclusões/Considerações A trajetória das equipes multiprofissionais na APS revela disputas sociais e o desmonte do SUS desde 2016, que agravou desigualdades. A reestruturação das eMulti é avanço, mas enfrenta desafios como financiamento instável e austeridade fiscal. Superar isso exige valorização profissional, educação contínua e participação social, além de integração com outras políticas públicas para fortalecer o SUS como direito universal e pilar da justiça social.

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Eixo Temático
  • Eixo 05 - Atenção Primaria em saúde