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Período de Realização Entre 2021 e 2025. Objeto da experiência Refletir como as pessoas privadas de liberdade expressam seus sofrimentos diante da morte e luto, por perdas reais e simbólicas no cenário do cárcere. Objetivos Identificar as especificidades desses sofrimentos, pela perspectiva da “dor total” relacionadas ao encarceramento; Relacionar com as teorias já existentes sobre morte e luto; Refletir sobre como a MFC e o cenário da APS podem se relacionar com o cuidado de internos com esses sofrimentos. Metodologia Relato de experiência em Unidade Básica de Saúde Prisional, refletindo sobre o sofrimento de pessoas privadas de liberdade diante de perdas reais e simbólicas. A partir da vivência com internos em regimes provisório e fechado, discute-se o luto, a perda da autonomia, a dignidade e a busca de sentido diante de uma realidade marcada por rupturas, violência e morte social. À luz de teorias de luto e cuidados paliativos, refletiu-se sobre práticas que resgatem autonomia e humanidade. Resultados A escuta qualificada, a presença sensível e o reconhecimento do sofrimento como legítimo foram fundamentais para qualificar o cuidado em saúde. A aplicação dos princípios dos cuidados paliativos no ambiente prisional contribuiu para a humanização do atendimento, fortalecimento do vínculo e possibilitaram abordagens mais humanizadas e significativas diante do luto, da dor total e da perda de sentido vivida pelos internos. Análise Crítica A prática revelou que o sofrimento no cárcere é profundo, multifacetado e frequentemente invisibilizado. A prática revelou a potência dos cuidados paliativos como ferramenta ética e relacional, mesmo em contextos de não-terminalidade, ampliando a compreensão sobre dignidade e presença terapêutica. O desafio é tensionar estruturas institucionais que fragilizam subjetividades e construir espaços de cuidado onde ainda predomina o controle e a exclusão. Conclusões e/ou Recomendações Reconhecer o luto, a dor total e a perda de sentido vividos nas prisões é essencial para promover um cuidado mais digno e humano. A atuação em saúde nesse contexto exige compromisso ético, presença e escuta, mesmo com limites institucionais. Os cuidados paliativos oferecem caminhos valiosos para uma atuação sensível e ética na saúde prisional, resgatando a dignidade em espaços marcados por dor, violências e silenciamento.
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