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Período de Realização Março a Abril de 2025 Objeto da experiência Formar ACS para acolhimento em saúde mental, aprimorando competências no atendimento às demandas psíquicas da população. Objetivos A formação visa dar segurança aos ACS no acolhimento em saúde mental, com estratégias para o manejo, promovendo cuidado integral e educação continuada, e contribuindo para um atendimento mais humanizado e efetivo às pessoas em situação de sofrimento psíquico no SUS Descrição da experiência A experiência ocorreu em um centro de saúde de Florianópolis, em março e abril de 2025, como continuidade do projeto de Marília C. Gouveia de 2024. Foram realizados dois encontros presenciais com seis ACS, com método de grupo focal. Discutiram-se a rede de saúde mental, mudanças no trabalho influenciadas pelo neoliberalismo e o uso de tecnologias que deslocaram as profissionais ACS do território. A pesquisa destacou fragilidades na identidade profissional e o potencial da formação continuada. Resultados Os resultados indicam que os ACS veem a formação como essencial para qualificar o acolhimento em saúde mental, diante da insegurança no manejo do sofrimento psíquico. Os encontros favoreceram a criação de estratégias e o fortalecimento da identidade profissional, mas apontaram desafios como o adoecimento das trabalhadoras e o afastamento do território, destacando a necessidade de apoio contínuo. Aprendizado e análise crítica A experiência permitiu refletir sobre o acolhimento em saúde mental, evidenciando a importância da formação continuada para o empoderamento e segurança de manejo das ACS. Apesar dos avanços, persistem barreiras como violência, pressão no trabalho e falta de reconhecimento do acolhimento na APS. O fortalecimento das relações sociais e o apoio institucional são fundamentais para aplicar as estratégias aprendidas. Conclusões e/ou Recomendações Conclui-se que a formação em saúde mental para ACS é viável e necessária, pois qualifica o atendimento e empodera essas trabalhadoras. Recomenda-se ampliar essa formação, criar redes de apoio e compartilhamento de experiências entre ACS e promover políticas que valorizem seu papel comunitário, reduzam o adoecimento e favoreçam um cuidado mais humanizado e acolhedor.
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