Para citar este trabalho use um dos padrões abaixo:
Apresentação/Introdução A população negra possui dificuldades para acessar serviços odontológicos, fator que se expressa por meio de piores condições de saúde bucal, apresentando uma maior prevalência de cárie e menor acesso a consultas de rotina. O racismo influencia nos determinantes sociais da saúde e assim, a Atenção Primária à Saúde, porta de entrada do Sistema Único de Saúde, possui grande potencial transformador. Objetivos O trabalho propõe uma reflexão acerca de práticas odontológicas antirracistas no contexto da Atenção Primária à Saúde, visando questionar a realidade adversa enfrentada e compreendendo o cuidado como uma construção coletiva e culturalmente sensível. Metodologia Trata-se de um estudo qualitativo de caráter exploratório-descritivo, com foco na compreensão das práticas profissionais, políticas institucionais e dimensões culturais que podem conduzir as práticas de cuidado odontológico direcionadas à população negra na Atenção Primária, que é porta de entrada para o Sistema Único de Saúde. Assim, foi feito um levantamento de pesquisas que abordam racismo estrutural na saúde, equidade racial no SUS, práticas odontológicas antirracistas e epistemologias decoloniais nas bases de dados LILACS, Pubmed, SciELO e Cochrane. Resultados A Política Nacional de Saúde Integral da População Negra é citada como colaboradora para redução das iniquidades que afetam essa população. Como prática antirracista, é apontado o monitoramento, com a implementação de indicadores sobre a saúde da população negra. A educação permanente por meio de capacitações das equipes odontológicas acerca da cultura negra e combate ao racismo é estimulada, assim como o estabelecimento de comitês com a população negra, que avaliem as ações odontológicas e proponham ajustes. Lacunas foram encontradas no que tange a escassez de pesquisas odontológicas com recorte racial, e a formação profissional de dentistas, que ainda carece de conteúdo antirracista. Conclusões/Considerações Portanto, faz-se necessário o reconhecimento do impacto do racismo na saúde bucal. A decolonização do cuidado odontológico requer o desmonte de dinâmicas sociais/culturais que sustentam as hierarquias raciais, estimulando políticas e práticas nos serviços de atenção primária que fortaleçam a comunidade negra e rompam paradigmas eurocentrados de cuidado, incorporando perspectivas que valorizem os saberes e as demandas específicas dessa população.
Com ~200 mil publicações revisadas por pesquisadores do mundo todo, o Galoá impulsiona cientistas na descoberta de pesquisas de ponta por meio de nossa plataforma indexada.
Confira nossos produtos e como podemos ajudá-lo a dar mais alcance para sua pesquisa:
Esse proceedings é identificado por um DOI , para usar em citações ou referências bibliográficas. Atenção: este não é um DOI para o jornal e, como tal, não pode ser usado em Lattes para identificar um trabalho específico.
Verifique o link "Como citar" na página do trabalho, para ver como citar corretamente o artigo