ACOMPANHAMENTO TERAPÊUTICO NO CAPS: PERCEPÇÕES DE PROFISSIONAIS SOBRE A PRÁTICA E SEUS SENTIDOS NA ATENÇÃO PSICOSSOCIAL.

Vol 3, 2025 - 225814
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Resumo

Apresentação/Introdução O presente estudo aborda as práticas de Acompanhamento Terapêutico (AT) em Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), com foco nas percepções de profissionais da equipe multiprofissional. O AT insere-se nas diretrizes da Reforma Psiquiátrica Brasileira articulando cuidado em liberdade, reabilitação psicossocial, promoção de autonomia e integração social dos usuários. Objetivos O objetivo deste estudo, é analisar as percepções de profissionais da equipe multiprofissional de Centros de Atenção Psicossocial do município de Curitiba sobre as práticas de Acompanhamento Terapêutico. Metodologia Para colher as percepções desta prática, desenhou-se estudo de caráter qualitativo, tendo como instrumento de coleta de dados entrevistas semiestruturadas que abarcam em seu roteiro a percepção dos profissionais sobre o AT. Participaram deste estudo seis participantes da equipe multiprofissional de seis diferentes CAPS de Curitiba. Os participantes representam diferentes núcleos profissionais, como de psicologia, serviço social, terapia ocupacional, musicoterapia, enfermagem e medicina. Para a análise dos dados captados por meio das entrevistas, utilizou-se a teoria de análise de conteúdo proposta por Bardin. A pesquisa encontra-se em fase de análise, sendo apresentados aqui resultados parciais. Resultados Os dados preliminares da presente pesquisa revelam divergências conceituais entre os profissionais sobre o Acompanhamento Terapêutico. Alguns profissionais relatam desconhecimento ou confundem a prática com outras ofertas terapêuticas do CAPS. Em contrapartida, outros reconhecem, efetuam e defendem a prática do AT como dispositivo contratual que favorece a reabilitação psicossocial e a construção de autonomia. Há também associação do AT à figura do Terapeuta de Referência e ao Projeto Terapêutico Singular, reforçando sua centralidade no cuidado no território. Conclusões/Considerações Embora ainda em andamento, a revisão preliminar oferece indícios relevantes sobre as percepções dos profissionais; apontando que, apesar de sua relevância para o cuidado em liberdade, o AT ainda é pouco compreendido por parte deles, além da necessidade de formação continuada sobre a temática entre as equipes. Reforça-se a urgência de debates que promovam a efervescência de sua potência terapêutica e inserção nos Projetos Terapêuticos Singulares.

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