Trajetória da Liga de Medicina de Família e Comunidade da PUCRS
Introdução: Porto Alegre foi um dos berços da Medicina de Família e Comunidade (MFC) no país, porém esta é pouco conhecida entre seus estudantes. Uma liga acadêmica - associação científica que complementa a formação médica - pode intervir nesse processo. Assim, a Liga de Medicina de Família e Comunidade (LiMFaC) da PUCRS foi criada para enaltecer este tema, auxiliando na sua desmistificação. Objetivos: Exemplificar a importância de uma liga para a visibilidade e desmistificação da MFC como especialidade médica. Descrição da experiência: A LiMFaC, criada em 2012, tinha apenas atividades esporádicas. A partir de 2015/2, foi criada uma diretoria horizontal e idealizada a primeira seleção de ligantes ocorrida em 2016/1. Houve a surpresa de 20 candidatos inscritos, dos quais dez foram selecionados. Reuniões semanais, intercalando reuniões e aulas, passaram a ocorrer regularmente. Ademais, a liga consolidou-se com inúmeras atividades: elaboração de banner e camiseta; participação em congressos, como WONCA em 2016; maior contato com ALASF através de participação em pesquisa multicêntrica; bolsa de iniciação científica em pesquisa sobre prevenção cardiovascular. Em 2016/2, inovamos organizando o I Simpósio de Populações Vulneráveis, abordando população indígena, negra, em situação de rua e LGBT. Em 2017/1, ocorreu nova seleção de ligantes que, dessa vez, teve 47 inscritos. Recentemente, participamos da I Semana Acadêmica da Escola de Medicina com atividades sobre “Hipermedicalização na Sociedade e no Meio Médico” e “Habilidades de Comunicação”. Discussão: No Brasil, os especialistas em atenção primária à saúde correspondem a apenas 1,21% de todos os médicos especialistas. A liga, ao enfatizar MFC na graduação, contribuiu e vem contribuindo - através do expressivo aumento de seus interessados - para reverter a participação mínima dessa especialidade no país. Conclusão: A LiMFaC consolidou-se ao abordar elementos de medicina generalista, baseada em evidências e, principalmente, centrada na pessoa - uma “medicina de pessoas para pessoas”.