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Introdução: As discussões em torno da população TRANS vêm ganhando espaço e visibilidade, questionando o modelo CISnormativo e a taxação patologizada de disforia de gênero. Devido às dificuldades encontradas por essas pessoas em ocupar o espaço acadêmico, local socioeconomicamente elitizado, cabe questionar os indivíduos que ocupam esse espaço e a estrutura hegemônica de ensino. Repensar a formação médica sob a ótica da determinação social e do processo saúde doença, pela comunidade acadêmica, faz-se necessária para despatologização das identidades TRANS, a compreensão da saúde dessa população e o oferecimento de atendimentos dignos. Objetivo: Fomentar a discussão e ampliar a compreensão dos estudantes em relação à dinâmica sociocultural que leva a população TRANS à marginalização, suas particularidades clínicas e as políticas públicas existentes. Relato de experiência: Em uma atividade do curso de extensão - Saúde e Marginalização Social: expandindo perspectivas, da Universidade Positivo, tivemos a participação de duas professoras doutoras TRANS e um estudante TRANS; eles expuseram informações em relação aos conceitos de identidade de gênero e orientação sexual, maus exemplos de atendimentos médicos sofridos, a grande discriminação a que são expostos, tanto nos ambientes de trabalho, como no atendimento de sua saúde, com discussão com alunos da área da saúde. Discussão: os alunos demonstraram a falta de conhecimento em relação ao tema e a necessidade de mais discussões semelhantes, no ambiente universitário, a fim de formar um profissional mais humanizado. Conclusão: a inclusão de temas de populações marginalizadas é necessária, no ambiente universitário, para formação de um médico generalista voltado às necessidades de saúde de populações mais necessitadas de atenção, corroborando a execução do princípio da equidade.