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Saúde autorreferida entre trabalhadores da saúde

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INTRODUÇÃO: O conceito de saúde está para além de um enfoque centrado na doença, requer uma abordagem multidimensional e individual. Assim, torna-se difícil a elaboração de instrumentos para medir o completo bem-estar físico, mental e social, referido pela Organização Mundial de Saúde. A avaliação de saúde autorreferida é uma medida subjetiva e um importante indicador proxy de saúde. OBJETIVO: Este trabalho tem como objetivo avaliar a saúde autorreferida dos trabalhadores da saúde de um município da macrorregião leste da Bahia. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo epidemiológico de corte transversal sobre situação de saúde de 506 trabalhadores que compõem o SUS municipal. Foi aplicado um questionário estruturado. Foram estimadas as prevalências e razão de prevalência como medida de associação. A significância estatística foi verificada por meio do p-valor (<0,05). DISCUSSÃO: Dos entrevistados, 78,3% eram do sexo feminino; 64,2% tinham idade até 39 anos; 70,4% autodeclararam-se como não pretos; 54,0 % casados; 56% possuíam ensino médio ou técnico completo e 78% referiram um estado de saúde positiva. Na análise da razão da verossimilhança das características sociodemográficas, as variáveis; escolaridade (RP: 1,72), sexo (RP: 2,09) e cor autorreferida (RP: 0,68) se mostraram associadas à autoavaliação da saúde. Em relação às características ocupacionais e comportamentais, associadas à autoavaliação da saúde, não se encontrou diferença estatística significativa. CONCLUSÃO: O presente estudo identificou que a autoavaliação de saúde esteve associada às dimensões sociodemográficas. As variáveis que mais influenciaram na autoavaliação negativa foram: sexo, cor autorreferida e escolaridade. Esses achados reforçam as evidências de que a autoavaliação positiva não está ligada somente a ausência de doenças físicas, sendo uma medida multidimensional e estreitamente relacionada com determinantes em saúde.