Roda de conversa sobre participação popular no SUS: relato de experiência
Introdução: A participação popular foi especificada na Constituição de 1988, juntamente com a oficialização do Sistema Único de Saúde (SUS). Nas bases legais, a participação é definida pelos Conselhos de Saúde, que estimulam e executam as políticas de saúde, e Conferências de Saúde, as quais promovem indicações de ações políticas. No entanto, a participação é um processo ampliado e deve ser entendido como o acesso a informações e cuidados, através de discussão de problemas na comunidade e formulação de possíveis soluções. Sendo assim, não há saúde sem participação popular. Objetivo: Relatar a experiência dos acadêmicos membros da Liga Acadêmica de Medicina de Família e Comunidade (LAMFA) diante do tema: “A Importância da Participação Popular no SUS e da construção conjunta da Saúde Pública”. Descrição da Experiência: Em abril de 2017, foi realizada uma roda de conversa com o objetivo de compartilhar dados e experiências, solucionar dúvidas e estimular a participação popular ativa dos membros. Para isso, a roda foi composta por acadêmicos do curso de Medicina e Fisioterapia, docentes e o Presidente do Conselho de Saúde de Anápolis, Daniane Marinho. Discussão: Diante da insatisfação generalizada noticiada dia-a-dia nos noticiários e redes sociais, é um grande desafio dos gestores públicos manter uma rede de desenvolvimento saudável ao SUS. Visto que, considerando que o SUS é nosso, precisamos todos garantir a realização do que está previsto pela Constituição seguindo um processo contínuo de evolução participativa. Assim, a realização de encontros é essencial para criar um ambiente crítico e reflexivo. Conclusão: O encontro atingiu com o objetivo proposto na medida em que habilitou a resolução de dúvidas, quebrando o tabu de que a participação popular é realizada apenas legalmente, esclarecendo a importância da ação conjunta dos usuários na permanente construção do SUS seguindo as diretrizes e princípios já preconizados.