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Projeto Terapêutico Singular e Redes de Atenção: base do cuidado integrado

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Introdução: O Projeto Terapêutico Singular (PTS) é um conjunto de propostas terapêuticas articuladas por uma equipe interdisciplinar visando um cuidado integrado. A singularidade deve ser o elemento central, já que, majoritariamente, os diagnósticos tendem a igualar os sujeitos, minimizando suas particularidades socioeconômicas, culturais e familiares. As Redes de Atenção à Saúde (RAS) são arranjos organizativos de ações e serviços de saúde de diferentes densidades tecnológicas. Objetivo: Este relato refere-se à construção, por um grupo de acadêmicas do quarto semestre do curso de Medicina da Universidade Federal de Santa Maria, de um PTS para uma paciente com multimorbidade, internada no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), observando seu itinerário terapêutico dentro de uma RAS. Descrição: Paciente feminina, 44 anos, hipertensa, diabética, dislipidêmica, tabagista, sedentária, com história familiar de cardiopatia isquêmica, procurou o Pronto-Socorro de seu município por precordialgia e pré-síncope, sendo liberada com diagnóstico de crise de ansiedade. No dia seguinte, procurou atendimento em cardiologista particular, que a encaminhou para o hospital municipal com diagnóstico de infarto agudo do miocárdio (IAM), onde aguardou por dois dias até conseguir vaga no HUSM. Dez dias após sua internação no HUSM, a paciente foi submetida à cirurgia de revascularização miocárdica. Discussão: Esta paciente não possuía vínculos na Atenção Primária à Saúde (APS), o que pode ter contribuído fortemente para o desenvolvimento do IAM e para a dificuldade no acesso e ausência de cuidados centrados na pessoa. Por isso, o principal elemento do PTS construído foi a vinculação da paciente à APS, na tentativa de realizar medidas de prevenção secundária e terciária, manejo da multimorbidade, mudança no estilo de vida, adesão aos tratamentos e coordenação do cuidado. Conclusão: Ao construir este PTS, percebeu-se a importância da APS como porta de entrada e coordenadora do cuidado, devendo ser o centro de uma RAS bem articulada.